quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Caos Cultural - Parte I

Qual será a solução para o caos cultural a que estamos sendo submetidos ano após ano? Pois afinal de contas o que vemos são monumentos públicos e estátuas sendo destruídos, o que dá a entender ou que estamos virando selvagens Neandertais, ou que consideramos aquele patrimônio como de outrem e não nosso.

Essas atitudes provém da constante falta de educação presente em cada um de nós, da morte do conhecimento de uma boa cultura e da falta de respeito ao outro. Falta de civilidade e de cultura não são fatos isolados de apenas umas poucas pessoas. Não. Isso é geral e até mesmo entre os mais abastados financeira, cultural e educacionalmente cujo acesso à boas escolas é regra e não vontade dos poderes públicos, consta um comportamento excessivamente desregrado e desrespeitoso, tendo em vista que vemos a qualquer hora e em qualquer lugar, lixos diversos serem jogados de belos carros e esses mesmos belos carros com seus seguros e IPVA em dia, sendo transformados em bares andantes  e trio elétrico fora de lugar e de hora.

Andando pela nossa cidade e através dos principais meios de comunicação que utilizo que são a rádio e a internet, posso verificar que temos poucas e quase inacessíveis  bibliotecas púbicas, o mesmo digo sobre os museus e teatros. As bibliotecas e museus em sua grande maioria funcionam apenas em um reduzido horário comercial e somente de segunda à sexta. 

Não temos exposições de artes em lugares fáceis para quem pega ônibus, geralmente o acesso é mais facilitado para quem tem carro e mesmo assim ainda com dificuldades com flanelinhas irregulares ou não e estacionamentos inexistentes.Os parques públicos, onde poderíamos  ter um contato maior com a natureza, não nos oferece segurança e nem estrutura adequada. Então o que sobra? 

Como opção de lazer  ficamos apenas com as praias que também estão sucateadas e feias,os shoppings com seus cinemas lotados e caros onde vamos comer porcarias e nos irritar muito dentro de suas salas e banheiros, os shows musicais de bandas mais populares mas que agradam bastante as pessoas. Ou seja, não há reflexão cultural nessas atividades praticadas pelas populações de classes mais baixas, não há conhecimento, nem aprendizagens. 


Continua...

Rafaela Valverde


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ócio criativo - O poema mais tosco

E quando vem a inspiração,
É necessário ter atenção,
Ao momento de criar,
Escrever, dançar, atuar e cantar.

Essas ações verbais
Sempre nos dão mais,
Do que apenas méritos e reconhecimento
Elas nos dão prazer e profundos sentimentos.

Para entender que o ócio criativo
Guardado em um lugar cativo,
Dentro de nossos corações.
Deve ser respeitado e cuidado,
Guiado e transformado.

Em obras que servirão não apenas para nos imortalizar,
mas também para a humanidade contemplar.


Rafaela Valverde

Ansiedade mata?

Estou aturdida, enclausurada, escrevendo em uma folha de papel toalha, tentando entender o que está havendo. O meu desespero em encontrar respostas faz com que eu vasculhe minhas memórias em busca de algo que eu possa ter feito de errado. Alguma atitude impensada minha, o que aliás é bem do meu feitio, pode ter causado isso. Em seguida eu me pergunto: Isso o que? Não sei o que vai acontecer e se vai acontecer, mas a minha mania de sofrer por antecipação, baseada apenas em suspeitas e suposições, não vai acabar nunca. Quanto mais o tempo passa, mais eu fico preocupada, ansiosa e só não começo a roer todas as unhas por que estão pintadas com um preto fosco que não me permite alcançá-las. Sinto um frio na espinha e a barriga está embrulhada, conforme a ansiedade vai tomando conta do meu corpo e da minha mente, me deixando inquieta e tensa, com a testa franzida e me causando rugas. Mas eu devo fingir que nada está acontecendo, afinal eu não sei o que está acontecendo mesmo. E não sei se está acontecendo algo que mereça a minha atenção, mas enquanto eu não obtiver uma resposta concreta para as minhas perguntas internas, eu não sossego.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Somos NERDS?

Resolvi ler besteirol pra me livrar um pouco desse estigma de intelectual e nerd que eu acho que paira sobre mim. Ver filmes besteirol, comédias românticas açucaradas também têm me ajudado um pouco. Resolvi saí do clima de Academia, ambiente em que estive enfiada dois anos da minha vida, e ler quando o que eu quiser, quando eu quiser e se eu quiser. Decidi também que não mais usaria óculos, pois além do fato de eu viver escravizada por óculos desde os sete anos de vida, eles também contribuem para o estigma social que insistem em jogar em cima de mim.  

Você estuda, você se expressa bem, você escreve bem, você atende bem! Tudo balela! E se eu quiser me libertar de tudo isso, e se eu quiser subverter toda a história e transformá- la em uma curva inconstante, com várias subidas, descidas, começos e recomeços, vitórias e derrotas? Uma vida real.

Se eu quiser parar no tempo, deixar tudo isso de lado e me dedicar apenas a vida de mãe e esposa Amélia? Se eu quiser só agir assim, será que mesmo assim deixarei de ser estudiosa, intelectual como dizem? Aquela que tem sempre uma resposta pronta. Será que ler clássicos ou não clássicos, ver filme besteirol ou não, usar óculos ou lentes de contato faz com que a pessoa seja ou não boa em tudo o que faz?

 Como o meu caso por exemplo que consigo me expressar razoavelmente bem oralmente e na escrita. Será que eu li clássicos? Será que eu curto música clássica? Será que eu sempre tirava dez na escola? Será? Será? Sera? São serás eternos e que servem apenas para refletir o estigma, o estereótipo que muitas vezes a pessoa se vê obrigada a carregar a vida toda, sem ao menos saber por quê, sem ao menos corresponder àquele estereótipo. E isso causa uma angústia muito grande, pois ninguém deve tentar ser o que não é para satisfazer a nada e nem a ninguém. Fica a dica.


Rafaela Valverde

domingo, 27 de janeiro de 2013

O sumiço do D na Avenida Tancredo Neves- Salvador

A placa fica um pouco antes desse ponto.
Na semana retrasada eu passando na Avenida Tancredo Neves, um importante centro empresarial e comercial da nossa cidade, me deparei  com uma placa no início da avenida, aquelas placas já conhecidas por nós, compridas e azuis onde estão transcritas o nome de ruas, logradouros e avenidas de nossa cidade. Pois bem, essa placa estava com o nome errado, ou seja estava escrito "Tancreo Neves". Aí eu fiquei imaginando o que pode ter acontecido com o D.

Será que ele foi retirado, por falta de verba para fazer a placa? Mas se fosse assim não seria mais óbvio tirar a última letra e ficar escrito "Tancredo Neve". Ou então será que o funcionário que pinta a placa, se revoltou por causa do seu super baixo salário mínimo e fez um protesto retirando uma letra da placa que inicia tão importante avenida?

 Ou será que foi intencional para já deixar bem claro o caos que está nossa cidade e o caos que é aquela via todo dia? Será que eles acharam que ninguém ia perceber? Afinal soteropolitano não lê mesmo, brasileiro não lê, então pra que ter trabalho dobrado para refazer uma placa tão insignificante? Auto lá! Não tão insignificante, pois eu vi a placa e percebi a ausência do D e em milésimos de segundo vieram todos esses questionamentos em minha cabeça.

Afinal de contas eu estava dentro do ônibus e nem pude registrar a placa, já que tudo hoje em dia é registrado com as fotos e vídeos feitos com  nossos smartphones ultra-mega-inteligentes, até mais inteligentes do que muita gente por aí. Lamento informar que eu não tirei foto e nem descobri por que a placa está escrita errada, faltando uma letra que interfere tanto em sua grafia, mas o fato é que está lá e quem quiser comprovar pode passar e verificar a informação, se é que eu tenho credibilidade pra tanto.


O fato é que no início da Avenida Tancredo Neves e não "Tranquedo" Neves, como se costuma falar por aqui, depois da passarela do SSA Shopping e antes do  Banco Itau, tem uma placa que está  faltando uma letra. E esse fato denota o tamanho da avacalhação a que somos submetidos ano após ano. Pode parecer uma besteira, um mero detalhe, mas é dos detalhes que se faz o todo, não é mesmo?

E isso se reflete em todos os âmbitos de nossas vidas, por que um povo que não lê não vai saber escrever e  se não sabemos escrever e falar a nossa língua mãe, fico tentando entender como é que os cursos de inglês caríssimos estão lotados, para aprender a língua mais importante do mundo. É, o povo está realmente nadando em dinheiro, aprendendo inglês, viajando, comprando carros, mas a placa de um grande centro comercial de nossa cidade está escrita errada, faltando uma letra.  E ninguém nem liga para o coitado do D.

Viva as ironias da vida!



Rafaela Valverde

Ser ou não ser: eis a questão!

Beleza da mulher negra
Não sei por que as pessoas tem tanto receio em dizer fulano de tal é negro. Não, falam assim: "aquele moreninho sabe"? E aí eu corrijo logo, pelo menos eu corrigi no caso de meu marido, pois me perguntaram: "Seu marido é aquele moreninho?" E eu disse: "Não, meu marido é negro!" Aí ele respondeu: "É isso mesmo..." Outro fato que me aconteceu ultimamente em relação a esse mesmo assunto foi na biblioteca Central da Bahia, é isso mesmo na Biblioteca Central. Pois é, há algumas semanas eu fui lá e devolvi dois livros que estavam em minhas mãos desde o mês de setembro (!) e deixei com um rapaz, funcionário de lá, aliás já velho conhecido meu de vista, por que sou frequentadora antiga e assídua da biblioteca. 

Esse rapaz é negro. Justamente no dia seguinte à devolução uma funcionária da biblioteca me ligou e perguntou a respeito dos exemplares, no que eu respondi que havia passado lá e deixado com um funcionário no dia anterior. Ela me perguntou como era ela eu eu caracterizei : "alto, de óculos e negro". No que ela responde automaticamente: " Negro? Aqui não tem nenhum rapaz negro." Eu não respondi nada, mas quando desliguei o telefone comecei a dizer que se aquele rapaz não era negro, era o que? "Moreno, Cabo verde"? Como assim? 

E por último um fato que ocorreu na empresa onde trabalho, com uma nova colega que fiz que também é negra. Pois é, ela não se dirige as pessoas negras como negras. Perguntei para ela quem era nossa supervisora, ela me respondeu que era uma fortinha e morena. E eu procurando a tal fortinha morena, quando de repente me deparo com uma mulher negra, alta e gorda. Aí entra também aquela questão do politicamente correto cujo tema já foi desenvolvido aqui em uma outra postagem. 

Essa mesma colega, mais uma vez chamou uma mulher negra, outra colega nossa de moreninha e com isso eu me indigno e  não me conformo com essa ideia de colocar eufemismos em tudo como se ser negro fosse demérito para  alguém. Como se fosse uma falha tão grave que houvesse a necessidade de achar palavras e expressões que substituam para diminuir a barra de ser o que é. Lamentável, perceber de uma vez por todas que o racismo velado, coisa que o autor, antropólogo e professor Kabenguele Munanga discute muito em seus textos existe e ainda é  forte em nosso país. 

Basta levar em consideração atitudes como essas e perceber que infelizmente ainda estamos longe de alcançar a civilidade que alguns de nós precisam para viver em sociedade.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tenho andado sumida

Tenho andado com preguiça de escrever esses dias e também tenho andado cansada, sem dormir direito. Estou sentindo dores de cabeça e tendo pesadelo à noite. Ando preocupada com umas coisas aí e enquanto tudo não se resolver eu não sossego. Mas as ideias não param e já tenho várias postagens semi prontas em minha cabeça faltando apenas escrevê-las. O problema é ter ânimo e disposição para sentar e escrever. O que vou fazer é voltar ao método tradicional: fazer uns rabiscos, tipo um fichamento no papel com as principais ideias do texto a ser escrito para ver se eu me animo um pouco. Mas as atualizações que gastam pouco tempo e que não me cansam muito eu estou fazendo. Como por exemplo os livros lidos e o Blogroll, que está com algumas novidades, pois é, acrescentei uns blogs assim, digamos... picantes! Quem curte só é clicar.

Volto logo!


Rafaela Valverde

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um dia angustiante!

Hoje tive um dia no mínimo caótico. O melhor momento que tive hoje foi o momento que fui na biblioteca do Sesc, estar em contato com uma de minhas paixões que todo mundo sabe que é o livro, a leitura, enfim. O dia foi caótico por que fui para um novo produto hoje, lá no trabalho e ainda por cima cheguei atrasada, por causa da chuva e por causa do engarrafamento gerado por ela. Pois bem, já aí começou o meu suplício, pois atendimento novo, clientes novos, sistema novo e sem ninguém para ajudar, pois é. Hoje me convenci que a vida é dura. Mas não tem jeito, temos mesmo é que aprender, até por que no primeiro dia algumas coisas são aceitáveis, mas depois com o dia a dia e as repetições que ocorrem, quem trabalha com sistema sabe como é, a gente pega rapidinho. Mas eu, como uma boa taurina, tenho sérios problemas com o novo, demoro para me adaptar. Mas quando me adapto eu aprendo mesmo, e ainda ensino. Tenho muita facilidade para aprender, pego as coisas rápido, ainda mais quando repetimos várias vezes os mesmos procedimentos. Estou encarando como um novo desafio. Mas que foi um dia agoniante e estressante, isso foi. Mas entre um dia e outro, sempre há uma noite no meio.


Rafaela Valverde

sábado, 19 de janeiro de 2013

O crescimento dos meus cachos


Antes:Setembro 2012

Depois: Janeiro2013
 













Busco o sucesso profissional

Estou sentindo que está bem próximo a guinada que sempre quis para a minha vida. E sei que essa guinada vem através da minha carreira profissional. E já passou da hora de eu construí-la, de solidificá-la. Vacilei algumas vezes em empregos que tive, sei disso. Mas também eu não vislumbrava nesses empregos anteriores possibilidades de crescimento como identifico nesse. Eu completo exatos três meses de contratada amanhã, e já migrei para um outro grupo, que é melhor que o que eu estava atendendo e que só me leva a uma nova migração para um grupo ainda maior futuramente. E assim que completar quatro meses, já posso fazer seleção para galgar outro cargo de chefia ou não, com um salário maior. Sinto que estou subindo degrau por degrau e quem sabe um dia não consiga conquistar esses objetivos. Sim, por que assim que eu fizer quatro meses e não estiver estudando e se não for demitida (nunca se sabe, né?) eu vou fazer um processo desses. Hoje a minha cabeça está diferente e sei que a construção de uma carreira sólida que me deixe sempre ter emprego, depende inteiramente de mim. Não estou dizendo que é fácil. Ao contrário, trabalhamos com pressão, com metas, com desafios, sistemas, clientes chatos... enfim é desgastante. Mas agora estou enxergando na empresa, uma possibilidade de crescimento, para quem trabalha certo. Ao contrário do que disse há algum tempo atrás sobre a meritocracia aqui no blog, demorou mas chegou sim o reconhecimento pelo meu bom trabalho, por eu cumprir horários, etc. E esse reconhecimento é apenas o primeiro, um passo curto para os que eu ainda hei de alcançar.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nossa relação com objetos que deveriam nos ajudar, mas como não sabemos usar, atrapalham

Não entendo como funciona a cabeça das pessoas e é claro eu nunca vou saber exatamente. Mesmo sendo observadora como eu sou, jamais vou conseguir entender como raciocina uma pessoa que vive inteiramente dependente de meios externos e tecnológicos. Digo isso por que hoje em minhas observações eu tive essa constatação. As pessoas são dependentes de veículos automotivos e do celular. Hoje eu estava no ponto de ônibus e vi aqui em meu bairro pessoas indo e vindo de moto, o tempo todo, para lá e para cá, como se fosse uma simples bicicleta. Banalizou- se o uso desses veículos de uma forma tão exagerada que chegamos a um ponto irreversível. E carros também. As pessoas vão para a casa de seus parentes no mesmo bairro em que moram, de carro. Tem cabimento isso? Vejo gente indo comprar pão, em uma padaria do seu bairro, de carro ou de moto. Deixou-se de andar. Daqui a uns dias as pessoas vão esquecer como é que se anda. Estamos criando epidemias de obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão, trombose, etc. A preguiça dessas pessoas é inacreditável. Isso é questão de saúde pública! Onde as pessoas estão com a cabeça? Ninguém caminha mais, tudo é de carro ou de moto. Sei não, acho que sou um E.T no meio desse povo, por que não consigo e nunca vou conseguir entender isso. O corpo humano foi feito para se movimentar, seus burros! Acordem! Outra coisa que prende a atenção das pessoas demasiadamente é o celular. Isso me incomoda profundamente, essa mania que as pessoas tem agora de estar sempre conectadas à internet através do celular. Não tenho esses apegos exagerados ao celular não. Aprendi muito cedo na minha vida que para tudo tem um momento certo, mas as pessoas jogaram o resto de bom senso e maturidade na lata do lixo e ficam em qualquer lugar com o celular na mão, vendo vídeos, ou no Facebook e Twitter, ou ouvindo música, enfim. Não respeitam nada e nem ninguém. Hoje, estava na sala de treinamento, pois é por que subi um"degrauzinho" lá na empresa e estou em treinamento novamente . Então, têm umas criaturas que estavam o tempo todo ouvindo música, e conectados. Eu só via os dedos nervosos balançando. Até vídeo do show de Ivete do Festival de Verão, rolou. E a pessoa que estava dando treinamento toda hora chamava atenção e parecia que era ninguém. Eu confiscaria, isso é uma falta de respeito e uma tremenda falta de educação também. Essa necessidade de estar sempre conectado de alguma forma através do celular, ou então de dar todos os pessoas, diariamente com algum veículo automotivo, para mim é alienação. E assim como rir demais: é desespero! Só posso entender que uma pessoa dessa está muito desesperada, ou então está tão alienada que não é capaz de olhar mais nada ao seu redor e nem é capaz de discernir as atitudes sem-noção que tem.



Rafaela Valverde





quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As nossas escolhas

Percebi que não tenho como viver isenta das minha escolhas. Não tenho como viver duas coisas ao mesmo tempo. Se eu escolhi viver isso, se eu escolhi essa vida, não posso ao mesmo tempo viver tudo do que eu renunciei. Até que dá para viver um pouco o que deixei para trás, o que não escolhi, mas o que vai predominar em minha vida é o estilo de vida que eu escolhi. A ficha acabou de cair sobre isso, por que se eu escolhi estar aqui, com essa pessoa vendo um filminho ou simplesmente estar aqui agora sem fazer nada, com essa ou com aquela pessoa, eu não posso estar em outro lugar, na farra e com outras pessoas. Será que estou me fazendo entender? É que às vezes ficam passando essas coisas na minha cabeça e eu percebo que eu tenho que escrever aqui. Eu escolhi estar morando com meu marido, por que somos casados sim, só falta oficializar. Então se eu escolhi isso, eu tenho que estar disposta a viver uma vida a dois, compartilhando tudo, inclusive e principalmente as ideias e os ideais. As dívidas também, viu? Por que estou dizendo isso? Por que estava pensando nas minhas amigas que estão no Festival de Verão, curtindo, se divertindo, bebendo e pegando geral e estou em casa, não por que a vida de casada me impeça de alguma coisa, somente por que ficamos seriamente duros esse mês e não sobrou dinheiro para comprar ingresso. Pronto, falei! E é disso que estou falando, de companheirismo, de parceria, inclusive nas horas das dívidas. E no meu caso falo também das escolhas que fiz na vida e que não me arrependo, mas de uma forma ou de outra, essas escolhas sempre me privarão de algo, independente do que seja, independe do que eu faça, sempre vai dar essa sensação de estar por fora de algo, de estar perdendo algo. Mas aí vem aquele pensamento que trouxe desde o início, que é o pensamento de uma pessoa madura diante de suas escolhas, uma pessoa que tem firmeza e segurança nas suas ações cotidianas, tem segurança em tudo, inclusive em escolhas que de repente mudarão o rumo de sua vida. Então, sempre tento refletir sobre isso e sempre tento entender que sempre temos que fazer escolhas na vida e portanto devemos trabalhar a nossa mente, para aceitá -las da melhor forma possível. E assim vamos vivendo a vida, fazendo as escolhas conforme acharmos que aquela é a melhor escolha a ser feita naquele momento e mesmo que não dê certo, é bola para frente e dá a volta por cima, por que é assim que deve ser!


Rafaela Valverde

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O vestibular da UNEB 2013

O primeiro dia do vestibular da UNEB, dia 13/01, um domingo, foi um dia que começou tranquilo. Chegamos na hora certa e já tinha muitas pessoas na porta da escola aguardando. De repente começou a chover e os portões foram abertos antes do horário, para que ficássemos protegidos da chuva. Entrei no colégio Severino Vieira, tomei uma chuva danada e quando entrei, descobri que minha sala ão era no colégio e sim na escola. Ou seja, tive que sair, enfrentar a chuva de novo e ir para a escola Severino Vieira. Pois bem, entrei na sala e estava com muito sono. após todos os procedimentos de segurança a prova se iniciou. A prova de português, ciências humanas e língua, assim como a redação foi bastante tranquila para mim. Já a prova de ontem,  nem vale a pensa ser comentada. Foi bem difícil e considerando todo o meu "amor" pelas ciências exatas, para não dizer o contrário, os chutes que dei foram té bem inteligentes, pois eu até que lia as questões. Mas não deu, definitivamente não deu para fazer essa prova, mas o peso dela para meu curso é bem menor do que o peso da prova de ciências humanas, línguas e redação, que eu fui bem. É nisso que estou me confiando, e estou me confiando também na baixa concorrência do curso. Estou agora na expectativa para conferir o gabarito da primeira prova que foi a única que consegui trazer para casa. Ouvi dizer que esse gabarito sai hoje dia quinze a ainda estou esperando, até o final do dia, deve ser divulgado. Deus, me ajude!


Rafaela Valverde

sábado, 12 de janeiro de 2013

Nossas atitudes determinam o nosso crescimento ou nossa queda

Hoje tive uma notícia que ao mesmo tempo que me surpreendeu me deixou feliz. Não sabemos exatamente o que será do futuro, mas sei que em determinados momentos, nós é que construímos esse futuro com as nossas escolhas e atitudes, a velha história de colher o que planta.  E hoje constatei isso, apesar de não entender muito como essa coisa que foi boa, me aconteceu. Aliás, a cada dia que passa, me convenço disso. Que tudo que recebemos vem em reflexo do que fazemos e do que deixamos de fazer, isso pode ser em maior ou menor grau, não importa, e pode também vir a longo ou a curto prazo, mas sempre depende de nossas atitudes. O que sou hoje, vai me fazer amanhã e o que serei amanhã será um reflexo claro de tudo que eu fizer agora. O meu comportamento é imperativo diante das coisas que vou atrair para a minha vida. Ah, se eu tivesse constatado isso antes, ah se as dádivas do amadurecimento e do aprendizado me tivessem sido oportunizadas antes, eu já estaria muito melhor do que o que estou hoje. Mas ainda tenho tempo. Sou jovem, tenho garra e o melhor e mais importante, corro atrás das minhas coisas, não deixo nada para depois, gosto de estudar, cumpro meus horários e minhas obrigações. Essas atitudes começaram a reconhecidas e recompensadas e espero que assim permaneça. O sucesso há de vir para quem merece e eu estou apenas começando.


Rafaela Valverde

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A ditadura do politicamente correto

O guia politicamente incorreto terminou e já estou me sentindo um pouco carente dele, apesar de o substituto ter sido muito satisfatório, que foi um dos livros de Jorge Amado que se encontra aqui ao ao lado, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água. Comecei a ler hoje e já estou na metade, tamanho é o prazer que ele dá. É um livro indicado no vestibular da UNEB, e que eu deveria ter começado a ler há muito tempo, mas desconcertantemente decidi tudo às pressas, então terei que não ler as obras do vestibular dessa vez. 

Mas voltando ao livro de Luis Felipe Pondé, que se trata de um encontro de ensaios que criticam fortemente a praga do politicamente correto, concluo que não vale mais a pena esconder tudo o que eu já pensava sobre essa gente que se acha "classe média poderosa brasileira" e posa sempre de boa samaritana. Pessoas que não aguentam ouvir a verdade da boca de quem realmente tem coragem de falar e que jamais vai se calar. Então, com a leitura desse livro me convenço que não estou sozinha no desprezo a essa gente.Graças a Deus! Para essas pessoas sem caráter e sem inteligência como diz Pondé, adjetivos que eu concordo muito plenamente por sinal, não se pode dizer que odiamos determinado tipo de pessoas, determinado grupo que por coincidência pode ou não ser minoria, para essa gente tudo deve ser amado e celebrado por que tudo tem o seu valor, tudo é lindo. Balela! Coisa de quem se esqueceu de desenvolver a sua mente e esqueceu o mínimo de senso crítico e sensatez que uma pessoa pode ter em algum desses bares "pseudo- classe média" que eles frequentam.

Apesar de tudo isso, os politicamente corretos jogam latas e todo tipo de lixo imaginável pela janela do carro, ficam em duas filas no supermercado, vão em lava jatos clandestinos, alimentam o mercado pirata, usam carteira de estudante sem ser estudantes e SIM alimentam o tráfico de drogas, com seus finais de semana regados a músicas sertanejas universitárias de qualidade duvidosa  e ainda saem desses finais de semana bêbados, dirigindo. Porém, hipocritamente, na segunda feira, colocam seus cadernos vazios em suas mochilas de marca e vão para as suas universidades portas de garagem, ou não, pois eles também frequentam boas universidades às vezes, eles só não frequentam o estudo, a construção de conhecimento, a articulação de ideias, a leitura, etc.

Em um trecho do livro, por exemplo, Pondé fala sobre essa baianidade inventada que somos obrigados a suportar há anos. Essa graça de povo festeiro, sorridente e feliz apesar das  dificuldades, essa terra iluminada que tem carnaval, axé e uma africanidade inata e  tradicionalmente imutável. Todo mundo que vem para cá se encanta com essa baianidade que inventaram para a gente e a gente, adivinhem? A gente acreditou. Não se pode odiar axé, não se pode odiar pagode, não se pode não gostar e não ter paciência de ver os cortejos afro passando durante o carnaval. Não, somos abrigados a gostar de tudo, pois afinal é a nossa essência.  Afinal, como diria Cetano:" A Bahia é linda..." Então por que ele não mora aqui?  Essa ideia foi ditada por quem, cara pálida? E se deixamos claro que não gostamos dessas coisas, somos preconceituosos, metidos a besta, NERDS, (como eu já fui chamada) e até racistas.


No fundo, sei perfeitamente que estamos vivendo em meio a ditadura dos politicamente corretos, onde não  podemos falar o que pensamos, ou o que não gostamos, por que, podemos dessa forma, ofender alguém. Temos que pensar duas vezes em quê vamos falar, em como vamos falar e se vale a pena realmente falar nossas opiniões, por que um monte de gente vai cair matando, estejam certos. E vivemos em uma país livre e democrático, hem?





Rafaela Valverde





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O vestibular se aproxima

A prova do vestibular da UNEB é domingo e segunda. Lá vou eu novamente, outra vez cair nessa ansiedade de aguardar resultado de vestibular e aí vem o medo de não passar de me frustrar. Mas ao mesmo tempo tenho que acreditar que vou passar, não é mesmo? Acho que tenho sim grande chance de passar, ainda mais que não estou mais verde, afinal já passei por uma academia, escrevo bem e me articulo bem, além do mais a concorrência do curso é aproximadamente onze pessoas para uma vaga, relativamente baixa. E o pior é que as coisas que tenho lido sobre o curso tem me deixado apaixonada por ele. Acredito que realmente se eu passar, vou gostar muito do curso e como em seguida pretendo fazer jornalismo, uma coisa vai complementar a outra. Abro a grade com as disciplinas e fico tentando imaginar sobre o que se trata cada uma delas. Estou até levantando os documentos para a matrícula. De repente, vai que dá certo?


Vou fazer Comunicação Social- Relações Públicas na UNEB, o vestibular é domingo e segunda. Que seja o que tiver que ser!


Rafaela Valverde

Mudanças em 2013

Pronto. Mudei de novo e agora sim é a proposta que eu quis há cinco anos. Sério. Não serei mais volúvel no que diz respeito ao template de blog, até por que toda vez que atualizo a imagem principal do blog, é necessário atualizar outras características também, e isso nem sempre é rápido e agradável.Ou seja, é meio complicado mudar a aparência, mas mesmo assim eu insisto, ou melhor insistia, pois esse é o 'Coisas' que eu sempre quis. Mas não sei por qual motivo ainda não havia encontrado, acho que agora era o momento certo. Sempre quis encontrar um plano de fundo que representasse o máximo possível esse blog que assim como a dona é múltiplo. Amo essa blogosfera que apesar de já estar há algum tempo, ainda não conheço totalmente os detalhes. A cada dia e a cada mudança no blog, encontro pessoas novas nesse ambiente virtual.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A minha paixão por bibliotecas, por livros e por ler

Definitivamente frequento bibliotecas. Sempre as frequentei, sempre gostei de cheiro de biblioteca. Do cheiro apenas, por que o silêncio, confesso me irrita um pouco, gosto mesmo é de ir passear, olhar o livro, cheirá-lo e folheá-lo. Desde bem criancinha que tenho paixão por tudo que se pode ler, inclusive rótulos de alimentos e bulas de remédios. Manual de eletrodomésticos então, eu era a leitora oficial da casa. Desde que me entendo por gente que curto gibis, que foi o primeiro contato que tive com o mundo letrado. Estou escrevendo isso por que hoje fui a uma biblioteca. Hoje fui na biblioteca do sesc que fica em Nazaré, a única do sesc que tenho cadastro. Fiquei encantada com as novas aquisições na área da educação, onde eu estive por tanto tempo. E o pior é que quando andava lá procurando livros da área, não encontrava. Mas agora já vi bastante livros na área de currículo produção de textos, de leitores, enfim, muita coisa boa na área da educação. Na semana que vem, vou na biblioteca Central, mas para devolver livros que está na minhão mão há um tempão (vacilo), mas infelizmente às vezes acontece mesmo, de ficar certo tempo com livros de bibliotecas em mãos, mas estão bem guardados e protegidos em cima da minha mesa de notebook. É essa a minha relação com os livros e com as bibliotecas. Relação de amor!


Rafaela Valverde

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que sabemos? Nada.

Ás vezes fico pensando no que escrever aqui, penso em escrever sobre o trabalho, penso em escrever sobre o comportamento das pessoas, penso em escrever sobre comida, ou sobre algo que sei um pouco mais e na verdade na maioria da vezes, começo a escrever do nada. Escrevo uma frase e dela nasce a ideia, não venho previamente com o texto pronto, talvez até com o assunto, mas com o texto não. E por mais que viesse com ele pronto, sempre mudo alguma coisa de tudo que escrevo. E trazendo essa ideia é que digo que a cada dia que passa eu me convenço de que não sei nada. Não sou especialista em nada, por isso não posso falar sobre nada, então vou futricar sobre tudo mesmo, essa é a graça e a essência do blog. Então, existem blogs de tudo, blogs de moda, de esmalte, de notícias e blogs pessoais como o meu. Geralmente é assim mesmo que funciona, eu não sei sobre o que vou escrever até sentar aqui e começar e essa é a parte mais gostosa. Imagine que chatice escrever sobre somente sobre uma coisa, saber muito de uma coisa só. Não, eu quero é ser especialista da vida, aquele tipo de especialista que busca sempre saber e aprender algo novo,alguém que sempre sabe que não sabe nada e alguém que cada vez que senta na frente do computador para escrever em um pequeno e simplório blog, aprende mais sobre ser esse ser humildemente desinteligente.




Rafaela Valverde

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma tarde de horror no Shopping Iguatemi

Sábado fui com meu marido ao shopping Iguatemi daqui de Salvador, para ver o filme De pernas pro ar 2, que por sinal é bem divertido, mas os momentos que passamos dentro daquele ambiente infernal, que é o Iguatemi, não foram nada divertidos. Não sei por que ainda insistimos em ir nesse shopping, aliás eu sei, é o mais perto e mais prático com várias opções de ônibus e ponto na porta, portanto todo mundo acaba tendo a mesma ideia e dá no que dá, quando entramosjá percebemos a multidão. E eis que resolvemos logo subir na primeira escada que apareceu, mesmo sem ser rolante, para nos livramos daquela multidao de gente. Fomos ao cinema que também estava cheio e com aquela velha e conhecida desorganização, e resolvemos descer novamente enquanto o filme não começava, pois a praça de alimentação do primeiro piso estava menos cheia. Resolvi que tinha que ir aquele banheiro do primeiro piso (o que é aquilo?) Enfim, tive a brilhante ideia de entrar naquele banheiro e foi aí que eu pude ver até que ponto pode chegar a degradação da educação doméstica, dos bons modos de um ser humano. Ser humano? Nem sei. Enquanto estava na fila, a mãe gritava com a filha que estava agoniada para fazer o xixi dela. Depois de demorar o que me pareceu uma eternidade (não sei por que as pessoas tem tanto prazer em demorar em banheiros coletivos, quando estão cheios!), pois bem, quando chegou a minha vez, veio uma velha de cabelos pintados e de roupa de piriguete arrastando uma menina e entrou na minha frente. A fúria subiu a cabeça e ali eu entendi por que as pessoas batem nas outras e que nem sempre é gratuitamente. Senti uma vontade enorme de dar naquela "véia" a surra que a mãe dela não deve ter dado. Voltei resignadamente para a fila e ainda mais apertada aguardei outra cabine esvaziar até eu fazer meu xixizinho. Quando estava saindo e fui lavar a mão, entrou um bando de aves de rapina, para não dizer outro tipo de ave, em forma de meninas, dessas piriguetes bem suburbas com direito a Ciclone e Kenner ( o que leva um ser humano a usar aquilo?), pois é o bando de aves gritava igual a um papagaio desafinado ou a uma galinha mesmo pondo um ovo. Entraram causando, e estavam se achando, viu? Gritavam, xingavam e riam uma das outras, querendo chamar atenção. Meu Deus e como gritavam! Saí enloquecida do banheiro, gritando que tinha sido uma experiência tosca, entrar naquele banheiro e bradava: "Onde foi parar a educação dessa gente?" E eu mesma respondi. "Não existe." Finalmente subimos para o cinema mas o filme que ia começar às 16:10 h nao começou. Resultado, mofamos um pouco na fila na entrada da sala, enquanto eu me indignava mais um pouco com a enormidade da falta de educação e da imundice dos soteropolitanos, pois onde as pessoas que estavam na fila da sala do cinema comiam, deixavam as embalagens e as pipocas no chão. Me senti dentro de uma selva, com um monte de bicho, e ainda nos achamos civilizados. Sinceramente eu fiquei horrorizada e me perguntei intimamente o que os pais dessas pessoas fizeram a vida toda, por que os meus me ensinaram a não ser porca, por exemplo, me ensinaram a jogar o lixo no lixo e a falar baixo. Mas enfim, quando finalmente entramos o filme atrasou e a sala de cinema estva suja (eu heim Iguatemi!). As pessoas entravam rindo e falando alto, com celulares ligados e tocando, tiravam fotos (para mostrar no facebook que elas vão ao cinema) e comiam desesperadamente fazendo barulho, muito barulho e quando o filme começou o barulho continuou e o trio parada dura de pré-adolescentes pseudointeligentes, fãs de Restart que estavam ao lado de meu marido, não pararam de cochichar e mexer no celular ao longo de todo o filme. As pessoas riam exageradamente, se levantavam a todo instante e sempre era possível as luzes de um celular dentro da sala de cinema, só faltaram os pés na cadeira. Estou desolada. Nunca vi tanta degradação humana em um dia só. As pessoas acham que isso é bonito, é? Mas não é. E com toda sinceridade, não ponho mais os meus pés naquele cinema e o shopping só irei, como sempre (odeio esse shopping) se tiver alguma necessidade e como eu disse por ser mais perto. Mas está dando medo de sair de casa, de andar entre pessoas, estamos involuindo e nos tornando selvagens. PENA!



Rafaela Valverde

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Guia Politicamente Incorreto da Filosofia - Luis Felipe Pondé

Estou lendo o livro Guia Politicamente Incorreto da Filosofia, do escritor, filósofo e comentarista da rádio Metrópole, Luís Felipe Pondé. É um livro que já havia ouvido falar há alguns meses através da rádio e em uma rápida visita à livraria Saraiva na última sexta feira do ano, não resisti e comprei. O livro é azedo e quem não gosta de ouvir opiniões e conceitos diferentes dos seus, não leia. Mas quem está aqui para ser contrariado e que também gosta de contrariar e de "desobedecer" principalmente quando de trata dessa prática detestável do politicamente correto, vai se sentir bem à vontade, como eu. Digamos que comecei o ano bem, com essa leitura e em alguns casos, na maioria talvez, concordo plenamente com as análises que o autor faz de fatos cotidianos e tão presentes na sociedade brasileira. Ele traz ideias de vários teóricos e  filósofos como Platão, Aristóteles, Darwin (que também produziu filosofia, uma vez que produziu conhecimento), Shakespeare, Maquiavel, Nietzsche e até pasmem Nelson Rodrigues, entre outros menos conhecidos pelo grande público. Diria que o livro está apenas confirmando o que eu penso sobre essa babaquice de politicamente correto que é chamado pelo autor de praga PC. Penso que é realmente babaquice inventada pelo bando de idiotas que nos cercam e que só faz evidenciar os preconceitos e discriminações gerados em nossa sociedade. Para mim, velho é velho por que afinal de contas ninguém "idosa" e sim envelhece, para mim preto é preto, ou negro, não tem essa de afro brasileiro ou moreno, ou "cabo verde" (UÓ, QUEM INVENTOU ESSA?) e viado é viado. Não perco meu tempo com eufemismos que não levam ninguém a lugar nenhum e que só evidenciam o desprezo que intimamente conservamos em relação ao outro.

E tenho dito!


Rafaela Valverde

Expectativas em 2013

Dois mil e treze começou cheio de expectaitivas, ao mesmo tempo cheio de lembranças, pois algumas coisas que aconteceram na minha adolescência, coisas marcantes na minha vida, fazem dez ano em 2013. Enfim, estou agora com expectativa de mudar de horário no trabalho, de ir logo trabalhar de manhã e já estou quase conseguindo, só flata uma reposta que provavavelmente sai na segunda feira. De qualquer forma eu vou mudar de horário já que eu vou sim passar no vestibular da UNEB e o curso escolhido é no turno da tarde. E por falar em expctativa, essa é a minha maior expctativa esse ano. Não aguento mais a ansiedade em sabr se vou ou não passar essa etapa, não quero mais ficar sem estudar afinal de contas eu estudo por que gosto e não simplesmente interessada em um diploma de nível superior, por que esse, sinceramente é o menos importante, pelo menos na minha concepção de vida, onde o estudo, a avidez por conhecimento, a leitura, a escrita e o saber sempre fizeram parte de mim. Sem essas coisas eu não sou eu. Uma outra ansiedade que estou sentindo esse ano, é em relação á minha casa que está na iminência de ficar pronta. Há um ano se arrasta uma obra e agora está cada vez mais perto, o momento onde eu vou poder fazer uma casa, do meu jeito. E a última coisa, porém não menos importante com a qual estou esperando em 2013 e que vou contar aqui em primeira mão, é o meu casamento. Pois é, moramos juntos,mas não somos casados e como esse ano comemoraremos sete anos juntos estamos pensando em oficilizar o casamento que completa três anos esse mês. Passados os problemas que tivemos esse ano, depois de conversas, brigas e mais conversas, decidimos que queremos sim ficar juntos, durante alguns anos. Agora o que vai ser daqui para frente não sabemos, não é mesmo? Mas se depender da nossa vontade, vamos sim daqui a vinte anos formar uma família feliz e grande e harmoniosa.


Rafaela Valverde

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Filhotes da minha gatinha que nasceram junto com 2013

Eita que 2013 chegou. O ano em que o blog faz cinco anos, mas isso é assunto para mais adiante. Agora quero matar as saudades e escrever como nunca para compensar esses dias que passei sem escrever nada aqui. No dia primeiro de janeiro, ontem para ser mais exata, assim que chegamos em casa, do nosso reveillón, nos deparamos com as dores de nossa gata para dar a luz e assim foi. Uma agonia desesperada da parte dela, até conseguimos acomodá- lá em uma caixa forrada com panos, para ela ter seus filhos de forma mais tranquila. O resultado foram cinco gatinhos pretinhos e pequenininhos de olhos fechados, que miam e comem o dia inteiro. Estou amando essa sensação de ter essas vidinhas em casa, o problema é o que fazer com eles, já que não posso manter todos aqui, mas eu vejo isso depois. O fato é que começar o ano com essa novidade foi muito especial para mims. Sabe, agora a minha chegada em casa todo dia à noite é uma expectativa, pois sei que vou vê-los. Tão inocentes, tao indefesos, fico babando. E como Anita, a gata mãe deles é minha filha, fico dizendo que eles são meus netos. Então comecei 2013 com vida, renovação, dei a significação ao fato de ela ter esperado a gente chegar em casa para parir, o fato de que todo o meu ano será de novas conquistas, de renovação e de vida, vida e vida.


Que assim seja!


Rafaela Valverde
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