segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Até 2014!

Desejo de coração a todos os meus amigos um 2014 maravilhoso, repleto de amor ao próximo, educação, cidadania, saúde, tolerância e compreensão. Desejo também mais mentes abertas e cabeças pensantes. É disso que o mundo precisa. Pare de ficar apenas esperando pelo outro e pondere quais as suas responsabilidades nos problemas crescentes da humanidade. Pense, pense, pense e se LIBERTE!
Estarei fora nos próximos dois dias. Estarei comemorando e refletindo sobre o ano que passou e o que vai chegar, e questionando as minhas atitudes e não atitudes. Apesar da agonia, por incrível que pareça, o ambiente da ilha, ao lado da família, servirá para tal finalidade. 

Obrigada a todos que contribuíram para que meu ano no fosse bom. Mas 2014 vai se superar. Ah se vai!


Até 2014!

Rafaela Valverde

domingo, 29 de dezembro de 2013

Filmes Sociedade dos poetas mortos e Cinzas no paraíso






Ontem assisti dois filmes e não poderia deixar de registrá-los aqui. O primeiro que vi e já tinha sido indicado por um ex professor de filosofia que eu tive, que foi  Sociedade dos poetas mortos de 1989 (ano que eu nasci), com Robin Willians. O segundo foi Cinzas no paraíso de 1978, com Richard Gere bem mais novo.

Filme Sociedade dos poetas mortos
O primeiro filme é o que chamo de filme de professor e conta a história de uma escola muitoconservadora,que com a chegada de um professor nada conservador, vivido por Robin, vê a sua rotina se transformar e alguns alunos decidem recriar a sociedade dos poetas mortos. Essa fraternidade é antiga e estava morta, até que o professor incentiva nesses meninos a intenção e a vontade de viver intensamente, "sugando a essência da vida". Frase muito falada no filme. Uma tragédia acontece nesse decorrer, mas justamente por causa disso, as coisas pioram e não dá para ter coragem para lutar, em uma sociedade tão conservadora, onde não havia muitas opções de escolas e de vidas.

O segundo filme, assisti pelo embalo, já que  passou logo em seguida no canal Telecine Cult. Cinzas no paraíso, conta a história de uma rapaz, Bill (Richard Gere), que após se envolver em uma briga no seu antigo trabalho, foge para o campo e passa a trabalhar em uma colheita de trigo. Leva junto sua irmã e sua namorada Abby, que ele finge ser também sua irmã, por causa das más línguas. São muito mal remunerados e trabalham muito. Os três. Sem perspectivas de mudanças, e percebendo que o patrão doente se aproxima de Abby, Bill sugere que ela se aproxime com ele, pois em breve ele irá morrer e eles poderão herdar a fazenda. Enfim, o resto eu não vou contar aqui e vocês terão que assistir.


Cinzas no paraíso


Recomendo os dois filmes. Para quem gosta de filme de verdade, com histórias, com essência; filmes que celebram a beleza e as tragédias da vida, vai gostar.


Rafaela Valverde




sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A fome

Hoje caiu mais uma ficha para mim. Percebi que quero ser jornalista por que não quero perder nada. Nenhum assunto, nenhuma novidade, nenhuma notícia. Eu quero estar a par de tudo, eu quero saber das coisas no exato momento em que elas acontecem, ou pelo menos no exato momento em que forem divulgadas. Não quero ficar presa em uma empresa qualquer enquanto as coisas acontecem! Se for para ficar presa em algum lugar, que seja em uma redação. De jornal, de site, de rádio, de TV, do que for. Amo ver uma redação, com todas aquelas pessoas sentadas em seus computadores, apurando os fatos. Na "fome". É essa fome que me espera, e eu espero ela. A fome de saber, de conhecer, de ver antes e passar para os outros o que está se passando nesse mundão de meu Deus.


Rafaela Valverde

Mudar o que?

Foto: Google

A gente é resiliente, resistente até um determinado momento. A gente tenta até quando dá. Em um determinado momento, diante de uma ou mais situações, nós dizemos:  "Eu tentei, mas não sei se dá mais." Mas ao mesmo tempo você se sente sufocada pela fala de opção. É como se tivesse presa em uma redoma de vidro. Impenetrável. De onde não se pode sair. 


Parece que a vida parou no tempo e a gente não consegue avançar e não vê alternativa de melhora ou mudança. Só alternativas que tornarão as coisas ainda mais difíceis. As noites  são feitas de pensamentos e não de sono.O sono é perdido em busca de alguma solução. Mas você pensa, pensa e não sai nada produtivo. Não dá para prever o futuro, mas quando se fala em imaginar o futuro sou campeã.

Imagino, penso, formulo hipótese e não chego a nenhuma conclusão. Pensamentos inconclusivos também são o meu forte. Eu não consigo chegar a nenhuma conclusão. Na verdade o tempo não ajuda, ele é tão incoerente que voa e ao mesmo tempo não passa! Aí, fico pensando o que será que vai acontecer, e o que pode acontecer quando eu chegar no limite e não aguentar mais. Tenho pouca coragem e demoro para tomar a iniciativa do que pode vir a ser o início de uma mudança.

Mudar é realmente possível? Aliás, é realmente necessário? Por que não deixar as coisas como estão? Por que não ficar no mesmo lugar? Por que essa ânsia de querer mudar alguma coisa, que não necessariamente sei o que é. Nem sei bem o que está me incomodando, o que é que não está me deixando ser feliz. Enquanto não descubro exatamente o que devo expurgar (ou não) da minha vida, eu vou vivendo angustiada, insone, e ansiosa, esperando, esperando e esperando.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Língua pra quê te quero?

Hoje vou escrever sobre algo que nunca escrevi aqui. É sobre sexo oral. Na verdade eu não escrevo sobre sexo, não por que eu não goste, ou não ache necessário, mas por que se trata de um assunto tabu ainda e não sei exatamente como escrever sobre assuntos tão íntimos e que podem virar assuntos polêmicos. Ainda não desenvolvi tanta sutileza!

Tem gente que eu conheço que não pratica essa modalidade tão prazerosa do sexo. Essas pessoas acham que é sujo, nojento e até mesmo pode haver nessa recusa, questões moralistas e religiosas. Respeito essas opiniões mais não concordo, apesar de saber que devemos considerar o jeito de ser da outra pessoa. Tem gente que é mais tímida, retraída, ou não gosta. Enfim, todo mundo tem o direito de gostar ou não do que quer que seja.

Mas, felizmente há aquelas pessoas mais liberais que acham e têm certeza que entre quatro paredes vale tudo e querem antes de mais nada, obter prazer. O sexo oral geralmente ainda é visto apenas como parte das preliminares. Isso é verdade, ele pode e deve fazer parte das preliminares, porém dá sim para gozar (e muito) praticando sexo oral. E ele não precisa ser diminuído ou deixado de lado. Mas vai muito do casal, se o casal não curtir, nem adianta ler esse texto.

Só para registrar uma informação que pesquisei, que o ato do sexo oral envolve qualquer tipo de estímulo sexual envolvendo  os lábios e a boca, e não apenas o contato dos lábios com os órgãos sexuais. E por falar nesses contatos, há diferenças entre eles: o canto entre a língua e o pênis chama-se felação; o contato entre a vagina e a língua chama- se cunilingus e anilingus é o contato oral entre o língua e o anus.

Tá bom, os nomes não são bonitos e a essa altura do campeonato já devem estar em desuso, mas são apenas curiosidades para saber e para descontrair um pouco. O que devo dizer aqui para encerrar o assunto é que o sexo oral exige intimidade, conhecer a si próprio e seu próprio corpo e conhecer também o outro. 

Outra coisa: para ter e dar prazer dessa maneira é necessário realmente gostar. Retribuir com gosto é muito bom, os parceiros, seja homem ou mulher gostam disso e sentem quando está ou não sendo feito com gosto. Não dá para ter nojinho (se tiver nojo  não faça,ninguém é obrigado a nada!) e tem que manusear com gosto sim. Mas o outro deve estar limpinho, né? Óbvio! Higiene é tudo.

E viva a liberdade e o prazer sexual.


Rafaela Valverde









Felicidade ilusória

Ela  resolveu levantar da cama. Estava feliz. Levantou, olhou pela janela, avistou o céu azul, sem nuvens. A mansão que ficava em frente reluzia com suas paredes pintadas de verde bebê e bem cuidada. Mas, a suca casa simples não ficava atrás não. O jardim era belo, com uma linda grama verde cintilante, flores coloridas e bem cuidadas que exalavam um gostoso perfume e beija flores e outros pássaros ao redor, cantando belíssimas melodias.

Que bela visão logo pela manhã! Quem dera todos os dias fossem assim, quem dera a felicidade que estava sentindo durasse todos os dias. Quem dera aquilo realmente fosse verdade, quem dera ela realmente fosse  e estivesse feliz!

De repente se deu conta de que o céu estava nublado e a casa da frente não passava de um sobrado cinza, com vidros quebrados. Era uma casa abandonada. O seu jardim esta com a  grama morta, as flores não passavam de galhos sem vida e os pássaros não ousavam em chegar perto, devido a feiura do lugar.Era tudo feio e maltratado. Não havia vida! Não havia alegria. A felicidade é uma ilusão.

Logo voltou a se sentir  cinza e melancólica e todas as lembranças  vieram à tona e a alegria ilusória deu lugar a dura realidade que era a sua vida.



Rafaela Valverde

Filmes O impossível e O voo

Esse final de semana  assisti dois filmes muito bons. O primeiro vi no sábado e já queria há algum tempo, desde que saiu no cinema no ano passado, que foi O impossível. Filme baseado na história de uma família real e de um acontecimento real que foi o tsunami de 2004 que abalou o mundo. O filme têm cenas bem reais e foi bem feito. Se baseia na história de uma família que sobreviveu e que após vários acasos, encontros e desencontros, conseguiu voltar para casa sã e salva. Com Naomi Watts no papel da mãe, o filme dá show de interpretação, sobretudo as interpretações das crianças. Cenas chocantes e lições de solidariedade e amor. Filme emocionante que me fez chorar. Gostei muito.

Naomi Watts



O outro filme é o filme O voo com Denzel Washigtton no papel principal. Ele é um piloto que consegue, apesar de tudo, pousar de forma brilhante um avião que passava por turbulências. Portanto, seis pessoas morrem, inclusive dois membros da tripulação. O piloto que tinha sérios problemas com álcool e drogas, fez todo o percurso do avião bêbado e também havia cheirado cocaína. No início ele tratado como herói, mas após  os resultados dos testes toxicológicos, tudo vem à tona e inicia- seu um processo na justiça e uma luta para sair do submundo que é o mundo de quem embarca nas drogas. O filme é muito bom e tem o final surpreendente, que eu não vou contar. Super recomendo!

Denzel em O voo




Rafaela Valverde



sábado, 21 de dezembro de 2013

Odeio natal e odeio chuva!

Eu não gosto de natal assim como não gosto de chuva. Será que sou má por causa disso? Será que sou insensível e sem sentimentos? Nossa como sou um ser humano ruim e sem coração. Primeiro por que o natal é a festa da família, a festa da confraternização, do amor e de Cristo e toda essa ladainha e segundo por que a chuva é uma bênção, como me disseram ontem, traz fartura das plantações, traz alegrias. O que traz mesmo? 



Como é que diz por aí? Só que não. O natal não é nada disso, o natal foi corrompido pelo sistema econômico que alimentamos e que nos alimenta. Na verdade, o natal não existe, considerando que Jesus nem nasceu nessa data. Isso é pura invencionice da igreja católica, que se aproveitou inteligentemente da festa pagã que comemorava o dia do deus do sol no dia vinte e cinco de dezembro. Aliás, a igreja católica e a sociedade supostamente laica em que vivemos, adora algum tipo de invencionice e nós acreditamos nelas. Ah e por falar em invencionices, o papai noel, com a sua roupa vermelha foi inventado pela coca cola.


Em relação a chuva que sou tão criticada por não gostar, o que ela tem trazido para a gente que não está muito precisada dela? Alagamentos, deslizamentos, tudo encharcado, destruição, caos, prejuízos, cidades devastadas, gente morta? Vai chover lá no sertão, pombas! Vi uma matéria na TV de um lugar aí que estava há três anos sem chover forte. Qual o sentido disso? Destruição dos dois lados, só que de um lado pelo excesso, do outro pela falta de chuva. Incoerente e injusto. Por essas e outras é que eu não gosto.

Ontem saí de casa e voltei por causa da chuva, tenho uma semana tentando lavar os montes de roupas que tenho no cesto, mas não posso por que não tenho área coberta e em pleno mês de dezembro (hoje começou o verão) eu não tenho sol para secar as minhas roupas. Fora que não dá para deixar nada limpo e seco, com chuva. É isso. Acho que tem um "quê" de politicamente correto e crendices em não criticar a chuva e fingir que ela é abençoada, mas odeio o politicamente correto e crendices não combinam comigo. Está tudo chato. A gente perdeu o direito de gostar ou não das coisas e perdeu o direito de falar bem ou mal de algo que não está bom. Saco!


Rafaela Valverde

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Solução mortífera

Sol e chuva,
Casamento da viúva.
A viúva não casou.
Ela se suicidou.
Não aguentou a solidão,
Não aguentou ouvir tanto não.
Esses "nãos" eram dados pela vida,
E ela agora olhava de longe aturdida,
Para esse pedaço de caos que
Ela queria esquecer.
Mas só conseguiria com a morte,
E com um pouco de sorte,
Ela viria sem dor
E foi com horror,
Que ela tomou compridos
E de repente ouviu um estampido
Foi o estampido da ida sem volta.
Sua alma do alto observou uma mulher morta
Um corpo que um dia foi seu e 
Não era mais reconhecido.



Rafaela Valverde


Morre Reginaldo Rossi



Como digo sempre, o ano de 2013 levou muita gente boa.O que significa que muita gente morreu. Hoje dia vinte de dezembro morreu Reginaldo Rossi. O cantor de 69 anos estava internado desde o final do mês de novembro e descobriu um câncer no pulmão. Iniciou a quimioterapia, mas não reagiu bem a mesma, falecendo hoje de manhã em Recife, sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. 

Conhecido como o rei do brega, com músicas consagradas como 'Garçom' entre outras, o cantor esteve no auge do sucesso nos anos 90, fazendo parte portanto da infância de muita gente, inclusive essa que vos fala. Pois é, não há como escapar, já cantei muito os sucessos do cantor brega. Até porque na minha infância e pre adolescência todas as festas que eu ia, sobretudo as festas de família, que naquela época eram super comuns, tocavam as músicas dele. Era uma febre nacional.

Após todo esse sucesso, as coisas se acalmaram e ele saiu um pouco da mídia, porém ainda permaneceu cantando e lançando músicas. Inclusive com o sucesso "doida demais". Bem, para finalizar, nos despedimos de mais um nordestino que fomentou a cultura em nosso país e mostrou que nordestino é um povo maravilhoso, culto inteligente e artístico. Uma curiosidade: Reginaldo chegou a cursar engenharia civil, pelo menos foi o que ouvi na Globo News pela manhã, e deu aulas de matemática, mas largou para se dedicar ao rock, depois do rock migrou para sucesso popular.

Bem é isso.


Rafaela Valverde





quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Biblioteca Central da Bahia

Biblioteca Central dos Barris - Salvador
Hoje voltei a biblioteca central. Disse que não ia mais lá e que só frequentaria as outras bibliotecas, porém eu não resisto. Eu gosto de sofrer. Apesar de que devo ser justa, hoje fui sim bem atendida e tive a sorte de encontrar de cara os livros que procurava. Primeira coisa que mais me irrita lá é o fato de não termos acesso aos livros. Não podemos, olhá-los, manuseá-los, cheirá-los, enfim. A coleta dos volumes em seu habitat é feita sob o intermédio de um dos funcionários que nem sempre são bem dispostos e educados. 

Mas devo dizer que hoje, as coisas fugiram um pouco desse contexto, hoje correu  tudo bem, por mais incrível que possa parecer. Quando entrei na seção de empréstimos havia duas pessoas lá sendo atendidas por um funcionário. O único que avistei disponível para executar tal tarefa. Fiquei muito feliz por ver pessoas lá dentro, geralmente está tão vazio. Porém, logo veio uma atendente bem solícita e perguntou quem era o próximo que por sinal era eu. Dei a minha lista de livros, e foi logo encontrado. Olha!

E já havia achado um livro em versão de bolso de Darcy Ribeiro, em umas estantes de exposição que ficam na entrada da seção. Os únicos volumes que temos acesso. Geralmente as obras que ficam expostas nessas estantes são volumes recém chegados, ou que estão sem ser emprestados há algum tempo, ou ainda podem estar expostos devido a comemorações, como na época do centenário de Jorge Amado, onde havia várias de suas obras ali expostas. Então saí de lá satisfeita, com meus dois livros. E finalmente tive uma boa experiência na biblioteca central da Bahia.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Buscando os detalhes

Ela jura que não vai mais falar, não vai mais reclamar de nada. Iria deixar tudo como estava, e não mais ia tentar mudar. Não adiantava, ele nunca ia mudar mesmo. Mas no dia seguinte, tudo recomeçava e ela falava, falava e falava de tudo que ela considerava não estar certo. Falava do que ela achava que precisava mudar e se organizar. Esses eram conceitos dela, ela reconhecia. Ninguém precisava pensar igual, mas um casal que se predispõe a morar junto deve sim se adaptar ao modo de viver do outro e de pensar do outro.

Porém ela sentia certa preguiça para mudanças no seu companheiro. Ele não parecia muito disposto a manter o bem estar  da vida de casado, sobretudo com aquela bunda diariamente colada ao sofá a manhã inteira.

"Isso não é muito justo"- ela pensa. mas mesmo assim continua tentando resignada. Afinal é ali mesmo que ela deve estar e era dessa forma que iria permanecer. Não cria que apenas amor era o único requisito para uma relação duradoura. Além dele, o amor, era necessário também que se prestasse atenção ao outro, aos anseios do outro em seus mínimos detalhes.

Os detalhes eram ainda mais importantes para ela. Esses detalhes é que faziam com que ela falasse tanto e não desistisse de falar e de ali morar.Quem sabe um dia as coisas finalmente mudassem e ela finalmente fosse enfim ouvida?


Rafaela Valverde

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A menina que brincava com fogo

A menina que brincava com fogo
Demorou mas saiu. O que? O texto sobre o livro A menina que brincava com fogo, ou seja, o segundo livro da trilogia Millennium. Então vamos lá.

O segundo livro começa com Lisbeth Salander fora do seu país de origem, a Suécia. Ela viaja para muitos países longínquos, depois de encher a sua conta bancária, esvaziando a do mafioso Weneströn. Lisbeth Salander faz implantes de silicone nos seios, pois é pode acreditar; passa por um furação- tempestade e arranja um nativo parceiro sexual em um desses países, cujo nome eu não vou me lembrar.

Enquanto Salander se diverte, Mikael está trabalhando em uma grande matéria que virará um livro pela revista Millennium. O tema é o tráfico internacional de mulheres que envolve figurões e políticos suiços. Um outro jornalista entra em cena e trabalhando para a revista junto com Mikael, levanta um extenso material para a matéria. A sua companheira, uma estudante que está prestes a concluir um mestrado, possui informações sobre o tema, que estarão na sua tese. Essas informações que eles têm em sue poder serão o ponto de partida para o matéria e para os demais acontecimentos.

O casal é friamente assassinado e devido a certos fatos, e devido ao fato de ter estado no apartamento dos dois, Lisbeth passa a ser a principal suspeita de haver cometido os crimes. A partir daí começa a caçada: polícia, justiça, imprensa passam a procurá-la incansavelmente e atacá-la com sujas mentiras sobre a sua vida. Inicia-se aí uma série de revelações surpreendentes que passam a construir, para nós leitores, o passado de Lisbeth. 

O livro é bem instigante, como não poderia deixar de ser, e eu não consegui parar de ler. Fica situado em uma situação meeira, onde em determinados momentos apenas apresenta fatos, que só serão desvendados no último livro. Mas é um livro importante para a compreensão dos personagens, principalmente Lisbeth que é a personagem principal e que realmente ganha bastante destaque nesse livro. Bem, é isso. A trilogia é muito boa, eu gosto e em breve trarei um texto sobre o terceiro livro.


Rafaela Valverde








segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

L'una Color II - O leave- in

Já escrevi um pouco sobre os produtos da Luna, que são muito bons, agora vou mostrar um pouco do resultado do uso do leave-in que nada mais é do que creme sem enxágue para pentear. Gostei muito do efeito e recomendo os produtos.


Cabelos fitados com o Leave-in da Luna


Desculpem, mas não sou fotogênica


Desculpe pela imagem, mas o celular é de pobre. Brincadeiras à parte, os cachos ficam mais definidos e a cor se destacou mais.
Quase loira





Rafaela Valverde


L'una Color

 Quero mais uma vez falar sobre os meus cachos e sobre alguns produtos que tenho usado. Há algum tempo que queria  voltar a usar um bom produto, um produto de salão, mas ainda não estava podendo. Porém agora consegui comprar um trio da Luna. Trio por que comprei o shampoo, a máscara e o leave-in umidificante. E mais um detalhe sobre o trio. É color, próprio para cabelos coloridos, já que eu acabei de dar um tonalizante loiro claro, então achei necessário comprar. E gostei muito.

Shampoo, máscara e leave-in  Luna Color

O shampoo e a máscara têm uma boa textura e um ótimo cheiro. Dei a hidratação no sábado e hoje lavei com outro shampoo, condicionei e fiz a fitagem com o leave- in e amei o  resultado. Ficou com aquele efeito "durinho", porém com balanço e volume do jeito que eu gosto.Não ficou ressecado ainda e continua, mesmo horas depois, com um efeito tipo molhado como se tivesse usado um gel. É assim que eu gosto.


Os produtos ainda contam com filtro solar catiônico, pH 4,5. preservação da cor e promete aumentar a luminosidade da mesma. Sim, a minha cor ficou mais visível, apesar de não ter ficado tão claro como eu queria, essa cor já deu uma boa iluminada no meu rosto. Eu adoro cores mais claras, mais douradas. Daqui a pouco, uma postagem com as fotos do meu cabelo.


Rafaela Valverde

sábado, 14 de dezembro de 2013

Mudar é mais saudável

Essa história de ir e voltar, mudar de ideia, mudar de opinião é uma coisa bem complicada, sobretudo quando as pessoas de fora começam a saber, opinar e criticar. Afinal de contas, os errados sempre são os outros. Independente de qualquer coisa, quando se trata de criticar os outros, sempre nos esquecemos das nossas parcelas de culpa. 

Mas tenho achado que essas atitudes inconstantes tem um quê de coragem. Por quem muda de ideia, quem muda de opinião constantemente é por que não se acomoda, quer sempre mais e quer sempre melhorar. A coragem é essencial para esse tipo de decisão, até por que como eu já havia dito: as pessoas " caem matando". Mas a melhor parte é não se importar com os outros, eles não sabem de nada das nossas vidas. 

Mas, sabe eu prefiro sempre mudar do que ficar parada no mesmo lugar e não melhorar. Estagnar na mesma posição, no mesmo ambiente, com as mesmas pessoas, fazendo sempre as mesmas coisas, não é saudável para ninguém. Pelo menos é assim que eu penso. E isso, o meu pensamento, eu não mudo assim tão fácil não. Esse sim, deve ser bem estruturado, fundamentado. Porém não engessado, afinal de contas como já dizia Raul: "eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." Tudo deve ter um limite e isso é saudável, nos abre portas e oportunidades de conhecer gente nova e de viver coisas novas.

"Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo..." ♪ 

Gabriel O pensador

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Não sou vegetariana. Apenas deixei de comer carne vermelha

Deixei de comer carne há quatro meses. Mas falo da carne vermelha. A carne de boi e de porco. Essas eu não como mais, aboli de vez. Não consegui ainda tirar as aves, peixes e frutos do mar. Esses últimos eu não vou deixar de comer. Por isso é que sempre me recusei e sempre me recusarei a ser chamada de vegetariana. Não sou vegetariana e nem serei pois não tirarei peixe e camarão, por exemplo do meu cardápio. A decisão que eu tomei de não comer carne veio do nada e nem eu sentia firmeza. Achei que não duraria um mês, mas vem durando. 

Essa história de pobreza de nutrientes e que uma alimentação só será completa de tiver carne, não passa de mito. Invenção pura. Aliás em algumas pesquisas, descobri e constatei que o homem não é necessariamente carnívoro e que nosso organismo não é um organismo preparado para receber e processar carne. Mas essa é uma questão muito sensível de se tratar, pois é uma questão de opinião, de hábito, de estilo e filosofia de vida e saúde. É uma decisão muito particular.

Eu me sinto bem melhor agora. Mais leve e não quero voltar a comer carne não. É claro que sofri um pouco no início e é também é bem difícil ir a um rodízio misto de pizza e carne. Mas vontade, vontade mesmo, não sinto mais. É claro que o cheiro de carne, sendo cozida ou assada em churrasco, chama atenção. Principalmente para uma pessoa que se lambuzou de carne a vida toda.

Venho substituindo por soja, frango, peixe, bifes de soja. Esse último encontrei em um mercadinho aqui, da marca sora e é feito da própria soja texturizada. Gostei, tem um gosto um tanto agridoce. Sou louca por peixes, e frutos do mar, por isso desses eu não abro mão. Não mesmo. Por isso é que não sou vegetariana, eu apenas não como carne vermelha e derivados e procuro substituí-la por vegetais, legumes e verduras, além de soja e peixes. 

A próxima luta  vai ser em relação ao frango e demais aves. Não sei quando vou deixar de comê-las, e se isso vai acontecer.Ultimamente tenho tido minhas dúvidas, pois ainda sou pobre infelizmente e isso restringiria ainda mais minha alimentação e eu não posso fazer (por questões financeiras) substituições ainda mais pesadas, então deixo isso por enquanto para mais tarde. 


Rafaela Valverde







quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A menina dos rótulos

Me vejo sempre lendo rótulos e embalagens de tudo que é produto. Desde criança, eu era a leitora oficial de todas as coisas chatas da casa que ninguém queria ler: rótulos, manuais de instruções, bulas de remédio e todas as coisas que todos os seres humanos normais têm preguiça de ler. Mas eu não. Eu gosto de ler rótulos e embalagens. Isso não é normal, mas eu gosto de saber o que são as coisas e como funcionam. Me pego até hoje lendo tudo isso. Estava domingo sentada em uma cadeira lá na UFBA, fazendo um concurso quando decidi ler os rótulo da garrafa de água mineral que havia comprado antes de entrar na sala. Li e reli, mas não entendi muito bem a composição de nutrientes que possam haver na água mineral, mas continuei a ler. Quando vou comer um biscoito por exemplo, eu leio os rótulos e creio que apesar de não entender muito sobre os valores diários e outros termos utilizados nas embalagens, isso me deixa mais tranquila, apesar de tantos "antes" e conservantes de todo tipo que a industria alimentícia insiste em nos empurrar. O fato é que por mais que eu tente evitar, eu sempre serei a menina dos rótulos.


Rafaela Valverde

Comecei a caminhar


Hoje fui caminhar na orla. Até que enfim e depois de dez meses morando há dez minutos da praia eu decidi sair um pouco do sedentarismo e desci para caminhar um pouco. Fiquei um pouco cansada, mas acredito que seja normal para o primeiro dia. Fui com meu marido, e ele mais experiente me orientou em algumas coisas e em alguns momentos dávamos uma corridinha e parávamos. Fizemos um alongamento básico antes e nenhum depois. E antes de subirmos para casa tomamos água de coco e quando chegamos em casa, tomei água e comi banana até a hora do almoço. O sol estava maravilhoso e a vista é linda, dá até gosto de caminhar. É pena que as praias de  Salvador, de maneira geral, estão degradadas e destruídas. É lamentável, mas as pessoas não deixam de caminhar e correr na orla por causa disso, e assim vamos trazendo pouco a pouco mais saúde para nossas vidas.


Rafaela Valverde

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A morte e a dificuldade em lidar com ela

Falar da morte não é fácil. Lidar com ela é pior ainda. Hoje mais uma vez soube de alguém conhecido meu, digamos até próximo que se foi. Sem dar adeus e sem volta. Pelo menos nessa vida, e conscientemente não terá volta. Digo isso dessa forma por que acredito na teoria da reencarnação, mas mesmo acreditando, nunca deixaremos de sofrer pela morte de alguém. Mesmo eu que acho teoricamente a morte super natural, e "é o caminho de nós todos", ainda sinto uma lágrima cair no canto do olho quando recebo a notícia e quando me dou conta de que não mais verei ou falarei com aquela pessoa. É triste. Não consigo descrever o sentimento que toma conta de mim nesse momento. Fico apreensiva e angustiada só em pensar que esse momento vai chegar para as minhas avós, meu pai e minha mãe. Tento adiar ao máximo esse pensamento, porém é um fato que todos nós vamos morrer e ainda ontem eu falei disso aqui, que todos nós vamos morrer, enfim. Hoje eu fiquei um pouco mais triste e não tenho mais nada a dizer.



Rafaela Valverde

As "sem química"


Solange Knowles- irmã de Beyoncé
Não estou querendo criticar não, mas não entendo como alguém que ficou quase sem cabelo pra tirar a química e depois recai e aplica química novamente. Acredito que essa deve ser uma atitude bem pensada, bem consciente. A pessoa não pode simplesmente entrar na onda e dizer que ter cabelos naturais e essa realmente não é a vontade dela, se não faz parte da sua personalidade. Quem corta baixinho, ou quem deixa ir crescendo aos poucos, o que é ainda pior na minha opinião, deve ter a plena certeza de que é isso que realmente quer: voltar aos cachos. 

Não é uma coisa fácil, e há muitas críticas e sustos das pessoas que conhecem você. Até hoje eu ouço coisas negativas sobre o meu cabelo, principalmente de pessoas mais próximas de mim. Essas são as que mais criticam, as da família e mais próximas da gente. Estou vendo algumas meninas entrando na onda, na moda que se tornou o big chop, sem ter certeza de que é o que realmente quer. Gente, não é fácil estar de cabelos curtos, aguardando ansiosamente para que eles cresçam. E nós cacheadas ainda contamos com o fator encolhimento que acaba ainda mais a chance de o cabelo crescer rápido. 

Estou há um ano e três meses com cabelos cacheados e sei o quanto foi difícil no início, principalmente com os olhares das pessoas na rua, na empresa onde trabalhava, na faculdade, enfim, se eu não tivesse um marido que me eleva a auto estima todo santo dia, eu acho que teria sofrido muito mais. Acabei não me importando muito com os outros no fim das contas, mas creio que devo passar essa experiência para as outras meninas. Se vocês se sentem bem com o cabelo alisado, se para vocês não está tendo problema, ter o cabelo com química, então sejam felizes. E da mesma forma digo também que pensem muito em mudar para cabelos naturais, por que não existe nada melhor do que ser diferente, sendo nós mesmas.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A vida é sábia, apesar das vicissitudes


Amanhece um dia sabiamente atrás do outro e depois de uma noite curta e escura. Incrível como as coisas sempre  estão dispostas a mudar. Sempre estarão mudando independente dos nossos desejos, da nossa vontade de querer ou não que mude ou que permaneça da mesma forma. Nunca vai ser como queremos.Nunca.

As manhãs começam e podem se desdobrar em tardes mais lindas, bizarras ou feias que se possam imaginar. Porém, à noite sempre virá a calmaria. Para que no outro dia recomece tudo de novo. A vida é sábia, a natureza é sábia e tudo o que plantamos hoje colhemos amanhã, todas as energias que depositamos no mundo e para alguém volta para nós. Se está um dia lindo e você pega o guarda chuva, mas não chove, use o guarda chuva como guarda sol e se proteja se ele estiver muito forte.

Se perdeu aquele ônibus, pense que virá um mais vazio e mais tranquilo atrás. Se alguém que te fez mal, foi embora da sua vida, pense que já foi tarde e que você não sentirá falta dela. Se alguém que você ama muito, morreu, tenha como consolo o fato de que todos nós morreremos algum dia. Essa é a graça da vida, é isso o que nos faz seres humanos, com erros, acertos, falhas...

Se a vida inteligentemente se recusar a nos dar algo de bandeja, como viemos pedindo diariamente, é por que existe alguma razão, algum motivo plausível para  que aquilo ou isso não ocorra. Pelo menos não naquele momento, naquele lugar. Um dia a maturidade vem, a experiência de viver as dificuldades da vida vem e a gente acaba se dando conta que sofre demais, que choramos à toa e que o tempo perdido não volta mais. 

É por isso que depois de uma noite escura e cheia de aparente calmaria, vem um dia claro, límpido e em branco para que nós escrevamos as histórias das nossas vidas e assim deixemos algum legado, o mínimo que seja, para a terra que um dia passamos e que apesar das vicissitudes, nos recebeu tão bem. Estou parecendo aquelas autoras de livros de auto ajuda, ou religiosos que deseja ter best sellers nas livrarias, mas estou falando isso do fundo do meu coração e do fundo das lições que venho aprendendo diariamente.


Rafaela Valverde





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