terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Infeliz Natal

Particularmente eu não gosto do natal. Uma festa criada e embalada pelo consumo capitalista, afinal de contas, quem é um pouco mais inteligente sabe que Jesus não nasceu nessa data. A igreja Católica se aproveitou de uma festa pagã que adorava e saudava o deus do sol e "inventou" que esse dia vinte e cinco de dezembro, seria o aniversário de Jesus, tudo isso numa artimanha bem inteligente para atrair aqueles pagãos para a religião cristã. E  deu certo. Já que os pagãos passaram a dar importância a uma religião que também tinha um acontecimento tão importante na mesma data em que eles tinham um acontecimento importante. Por isso a tamanha proliferação da cultura e da indústria natalina mundo afora, e já que muitos países africanos e latinos foram colonizados por países europeus como Portugal que há um forte cultura católica, então deu no que deu e no que temos até hoje em nossa vida ocidental, capitalista e superior as demais culturas, pelo menos é isso que pensamos com nosso ego e nosso etnocentrismo maior que o mundo. Enfim, o bom velhinho foi inventado pela coca cola com sua bela e lustrosa roupa vermelha que homenageia a bebida que por acaso tem como cor da sua marca, adivinhem, o vermelho. Os costumes de comprar e trocar presentes, e comer comidas nada características da nossa cultura e da nossa culinária, apenas servem para insuflar o consumismo típico da data e típico de uma sociedade que vive de aparências. Serve também para encher os bolsos dos comerciantes que ficam bastante satisfeitos ao início de cada ano, enquanto nós começamos o ano endividados, porém, muito bem obrigada. E assim vamos levando, ano após ano. Comprando coisas que não precisamos e vivendo do jeito que a sociedade impõe. Eu vivi assim, durante algum tempo, acreditando nesses falsos padrões impostos pela sociedade do "compre já!". Mas consegui me libertar das amarras do que acho totalmente sem sentido para ser vivido, exatamente ao mesmo tempo em que há tanta coisa para ser aprendida, lida, encarada e vivida. Prefiro viver de verdade e não estar sempre mergulhada na ilusão.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O meu 2012

Resolvi sentar para escrever a retrospectiva de 2012 apesar de ele ainda não ter acabado. Pronto, é agora.
Em Janeiro, quando ainda estava me recuperando do susto do assalto de Dezembro, dentro do ônibus, Pablo meu marido foi assaltado na porta de casa e tivemos muitos problemas, além do susto, por conta disso. Levaram o meu cartão de transporte que estava com ele, então imaginem como ficamos e imaginem como começamos o ano. Nessa época eu trabalhava no SAC. Em fevereiro tivemos a greve dos policiais que como sempre nos deixou apavorados. A greve durou doze dias. No mês de março meu marido foi demitido e aí começaram alguns problemas financeiros que tivemos, pois no mês de abril pedi demissão do SAC para ser monitora de ensino na UNEB, do curso de Pedagogia, uma decepção, já que me deram calote e a bolsa não saía na data correta e eu trabalhava "pra burro". No mês de março eu decidi começar a usar o Facebook, depois de resistir muito.  Em abril é o mês do meu aniversário e da minha irmã. Passei um bom aniversário. E ainda em abril, no dia 12 houve o evento em comemoração aos 12 anos da rádio Metrópole, no Teatro Eva Hértez, fui com o marido e conheci Mário Kértez, tirei foto com ele, e algumas meninas da rádio. Foi emocionante! O mês de abril ainda teve início a greve dos professores da rede estadual de ensino que durou 115 dias e acabou no mês de agosto. No mês de maio saí da casa que morava há um ano e cinco meses e vim morar na casa em que moro atualmente que é a casa de minha mãe, até a minha ficar pronta. Também no mês de maio em meio a nossa mudança, minha gatinha Nicole sumiu. Ficamos muito mal. Teve o dia das mães, fiz um almoço aqui para minha mãe. Nesse mês é comemorado o aniversário de meu pai, eu fiz uma feijoada a pedido dele para a comemoração, isso antes dele virar evangélico. Em maio também peguei duas gatinhas que iam ser jogadas na rua. Anita e Tônia. Tônia já morreu. O mês de junho é marcado pelo São João que eu não curti. Esse mês foi difícil, pois diversas vezes, minha avó ficou doente, tendo que ser levada ao atendimento de emergência. Também no mês de junho é comemorado o aniversário de minha mãe e passei esse dia com ela. No final de junho perdi um tio que gostava muito e foi uma perda muito grande para toda a família. Em julho comecei a procurar estágios e/ou emprego pois já havia saído da droga de monitoria da UNEB. Em agosto fiz dois anos de casada e saímos para comemorar em meio a tantas derrotas em seleções de emprego. Setembro é sempre um bom mês e com ele veio o aniversário de meu afilhado Davi, que comemorou um ano no dia 20 e a festa foi dia 23 desse mesmo mês. Ainda em Setembro foi o aniversário de meu marido e foi o mês que eu decidi largar a faculdade de vez e também foi o mês que eu cortei o cabelo "joãozinho", retirando toda a química e aprendendo a conviver de vez com os meus cachos que estão lindos e me deixando feliz.. No mês de outubro finalmente consegui emprego na empresa que trabalho agora e isso me deixou muito aliviada, de verdade, ainda mais no meu caso que estou retornando à empresa, já que já trabalhei lá há dois anos. Em outubro é comemorado o aniversário de minha sogra, esse também foi o mês da eleição pra prefeito de nossa cidade fui presidente de mesa esse ano no primeiro e no segundo turno. Em novembro começaram os preparativos para o natal. Nesse mês eu decidi fazer o curso de Comunicação Social na UNEB e me inscrevi no vestibular que será daqui há uns quinze dias. E agora estamos no mês de dezembro (mês que eu comprei o livro Cinquenta Tons de Cinza) na madrugada doa dia 25/12, com uma ansiedade tamanha esperando mais um ano chegar ao fim.


E esse foi um resumo de 2012...

Rafaela Valverde

sábado, 22 de dezembro de 2012

Cotidianamente...

Ontem tivemos a confraternização com alguns colegas de lá da empresa. Alguns por que uns engraçadinhos que disseram e se comprometeram a ir e colocar o nome no amigo secreto, de última hora resolveram não aparecer, pode? Que papelão! Que falta de respeito com os colegas. Mas mesmo assim foi muito bom. Fora o tempo que passamos na entrada da churrascaria aguardando uma mesa, por que todo mundo teve a mesma ideia no mesmo dia. Enfim, mas foi uma noite muito agradável que passei junto com meus colegas, pelo menos os que se disponibilizaram a ir, e é isso que importa. Bom, quero falar sobre a retrospectiva do ano sobre a minha ótica. Quero dizer que metade do texto está pronta, porém ainda não escrevi tudo. Talvez na segunda feira, saia. Hoje estou com uma preguiça desesperadora. Vou almoçar, ver meu afilhado Davi e depois vou para um aniversário de criança. Amanhã acabou minha folga. Folga de eleição agora só em 2014. Foi muito bem essa folga minha de três dias e deu para descansar um pouco e sair da rotina repetitiva.




Rafaela Valverde


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O dia de hoje

Hoje passei um dia muito bom. Estou de folga hoje,amanhã e sábado. Dois dias por conta da eleição, que como vocês sabem fui presidente de mesa esse ano. Pois bem. De manhã curti um sol e uma piscina. Almocei fora e agora estou aqui sem fazer nada. Só não consegui ir à academia e dormir um pouco agora à tarde, mas tudo bem.  Aí fico revezando entre a internet e os afazeres domésticos e assim consigo dar conta aos poucos de meus afazeres. Essas folgas vieram a calhar, pois estou resfriada e tomando anti-inflamatório para a garganta e estou dormindo muito mal, então vou poder pelo menos descansar a mente um pouco da agonia que é o meu trabalho. Agora um texto que eu publiquei no Facebook:


"Fazendo um rápido balanço hoje e dando depoimento no programa 'As Metropolitanas' na Rádio Metrópole hoje, vi o quanto esse ano de 2012 foi libertador para mim. Fiz tudo o que quis sem me importar com a opinião alheia. Como eu disse no programa, se o mundo acabar amanhã (era o tema da pergunta do programa) eu estaria satisfeita,pois fiz tudo o que quis esse ano, me libertando de coisas que não estava mais me deixando feliz. Larguei um emprego que não mais me motivava, larguei a faculdade depois de seis semestres cursados e apesar de todos os votos contrários de todos que eu conheço, e me libertei de toda a química do meu cabelo, cortando-o "joãzinho", quando todo mundo dizia que ia ficar feio. Hoje tenho outro emprego menos monótono, estou inscrita no vestibular da UNEB para um curso que realmente é a minha cara e meus cachinhos estão crescendo lindos! OBRIGADA DEUS POR ME FAZER ASSIM, CORAJOSA! E quem não é, passe a ser! Ignore totalmente a opinião alheia e quebre paradigmas!
Viva 2012! Ano de libertações e que venha 2013!!!"




Rafaela Valverde

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Análise (quase crítica) Cinquenta Tons de Cinza

Hoje vou falar sobre o livro Cinquenta Tons de Cinza que acabei de comprar e também de ler. Particularmente, eu não gosto de consumir produtos  comerciais, feitos para vender e que todo mundo comenta, como best sellers que viram filmes, sucessos passageiros de bilheteria de cinema que atraem grande público e grande mídia, mas nesse caso quis experimentar.

Voltando ao livro, já ouvi várias pessoas falarem que o livro é ruim, etc. Mas gostei bastante, a ponto de me apegar e sentir saudades quando terminou. Porém não é por que gostei que deixei de reparar alguns detalhes. Detalhes esses que compartilho com vocês nesse momento.

Em primeiro lugar, nunca li um livro que houvesse tanta repetição de certas palavras como por exemplo: enrusbescer que é muito repetida no livro. Pode até ser problema com a tradução como sugeriu meu marido, mas tenho lá minhas dúvidas. Será que não encontraram sinônimos para essa palavra? Confesso que isso me irritou um pouco ao longo da leitura.

Outro fato bastante curioso, é que em pleno ano de 2011 (ano em que se passa o livro) e no auge das redes sociais, não se falou nelas. Tudo bem que a autora não quisesse fazer promoção, mas ela citou marcas como Macbook, Blacberry, e o Google e não podia citar o Twitter e o Facebook que se tornaram tão presentes em nossas vidas e tão imprescindíveis em quaisquer relações sociais atuais. Ficou estranha e antiquada a comunicação quase que exclusiva por e-mail e telefone apenas. Ficou um vácuo aí. Hoje em dia considero impossível acontecer apenas esse tipo de comunicação e interação.

Outra coisa que não gostei no livro e não achei nada original foi o fato de quase todo capítulo se iniciar com um sonho ou pesadelo maluco de Anastasia Steel, a mocinha "inocente" do livro.Ou ela sonhava muito, ou a autora ficou sem ideia ao iniciar cada capítulo. Até eu inicio um capitulo melhor, de forma mais criativa. Quanto a história do sadismo, do masoquismo, ou seja lá  que for, não meconvenceu muito, achei fraca (talvez nos próximos, melhore e consiga me convencer se realmente é sadomasoquismo). 

Não vi muito a necessidade de ressaltar tanto a beleza de Christian Grey,o mocinho em detrimento de uma caracterização mais detalhada do físico de Anastasia.

Mas não vi só defeitos não. O livro é envolvente e viciante, gostoso de ler, principalmente para nós mulheres, que queremos sempre saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Na verdade, nós mulheres somos o público alvo do livro.

As cenas de sexo são interessantes e bem escritas, os diálogos com a sua "deusa interior" e seu inconsciente inquieto são fantásticas e divertidas. Achei muito bom, bem próximo da nossa realidade, já  que volta e meia nos pegamos falando sozinha com alguém dentro de nós. O fato de o livro ser narrado em primeira pessoa ajuda com a identificação que nós leitores temos com ele, nos aproxima da personagem, tornando a leitura mais aconchegante.

No mais, eu gostei e agora sinto saudade do casal principal e seu amor esquisito e incerto. É , por que se aquilo não é amor o que é amor então? A história é  boa também por que a mocinha não se intimida e está sempre disposta a desobedecer e quase sempre o faz. E isso ao meu ver é muito positivo para a imagem feminina que deve sim se impor em uma relação e não obedecer calada. Isso já era!

Resta agora comprar os próximos livros da trilogia, Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, esperar os filmes e virar aquela fã louca e alucinada, cujo talento nunca tive.


Rafaela Valverde



domingo, 16 de dezembro de 2012

Um dia esse dia chega!

Acordo sobressaltada e não sei onde estou, penso: "mas isso é muito clichê", e no entanto não sei realmente onde estou e sinto uma sensação estranha no estômago e ligo o pisca alerta. "Meu Deus, onde estou?" Levanto e ando em direção a janela que está aberta, a luz do sol bate no meu rosto e sinto o frescor da manhã nos meus cabelos. O céu está com um azul claro quase impossível de acreditar e quase sem nuvens. Percebo que estou no segundo andar, e lá em baixo vejo um jardim bem iluminado pelos raios solares dessa bela manhã e cantado por pássaros insistentes. Suspiro e ainda não sei onde estou e o que aconteceu ontem à noite. Saí da janela e andei até a porta do quarto que fica na parede em frente a janela, girei a maçaneta e ela abriu quase que automaticamente, me vim num corredor branco e comprido com quadros duvidosos nas paredes e ao final é possível ver uma escada pequena em forma de espiral e com corrimão corroído pelo tempo. Desci e vi alguém na cozinha cuja porta é na frente da escada. Reconheci logo os cabelos ondulados loiros e soltos contrastando com a camisa branca de manga comprida. E quando olhei para mim vestia a mesma camisa. Estava de costas no fogão, preparando o café da manhã e quando se virou os olhos eram frios e duros, cansados de tanto sofrimento, decepção e frustração. Fez um sinal para que eu entrasse e ali permanecemos juntas sentadas uma de frente para a outra  tomando café da manhã. Os meus dois "eus", o meu "eu" inocente, feliz e satisfeita com a vida e que achava graça em pássaros cantantes e céu azul bebê e achava que entendia de quadros, e o meu 'eu' sofrido, reprimido, com olhar duro e sem capacidade de sorrir. Sentei resignada e peguei o café. O embate seria duro... Quem ganha? Só o tempo vai dizer. Quem for melhor na resistência e nos argumentos, vence e quem vence vai predominar por tempo indeterminado.




Rafaela Valverde

E chegamos as trinta mil!

Chegamos as trinta mil visualizações e já passamos. E olhe que eu duvide que isso aconteceria até o final de mês,  que também é final do ano. Estou muito feliz e confesso que o Facebook me ajudou muito nessa divulgação estrondosa que eu tenho hoje. É claro que sempre podemos crescer mais e é isso que eu quero. Há quatro anos comecei a escrever aqui sem nenhuma pretensão,eu só queria desabafar meus perrengues e conseguia. Depois comecei a escrever coisas que estavam acontecendo em nossa cidade, estado e país. O domínio do blog ainda levava meu nome e para obter anúncios tive que mudar e transformei o domínio no mesmo nome do blog. Então com isso perdi muitas postagens,pois não aparecem mais. Mas algumas ainda aparecem e de vez em quando eu volto e releio, comprovando meu amadurecimento na escrita. Quando entrei na faculdade passei a escrever textos mais relacionados a área da educação e agora escrevo de tudo, sobre tudo e o nome do blog já diz tudo. E mais uma vez afirmo que estou muito feliz e lisonjeada com essas trinta mil e sessenta visualizações. E OBRIGADA!


Em breve a retrospectiva 2012.




Rafaela Valverde

sábado, 15 de dezembro de 2012

Letras e Livros

Estou aqui nesse momento lavando roupa, e ouvindo Amy Winehouse. Não dormi bem e a minha cabeça está doendo. Aliás sinto essa dor de cabeça há quase uma semana e estou achando que ela vai explodir juntamente com o mundo no dia vinte e um. Essa semana foi difícil para nim. Dores de cabeça, vômito,muita fome e muita sonolência. Algo está desregulado em meu corpo e estou achando que são meus hormônios, pois tomei anticoncepcional no mês passado e parei nesse mês. Meus hormônios, minha hipófise devem estar absurdamente confusos e sem saber a direção a tomar e com isso eu sofro e como sofro com os efeitos.

Quero falar um pouco agora sobre livros, como vocês sabem estou lendo cinquenta tons de cinza e por enquanto não vou falar nada sobre o que estou achando sobre ele. Deixa eu terminar primeiro. Mas já me adiantei e peguei dois livros na biblioteca do Sesc em Nazaré, que por sinal modernizou bastante seu acervo e comprou vários livros técnicos principalmente na área da educação. Quando eu fazia pedagogia ia lá sempre saber se tinha livros da área e nada, agora as coisas mudaram e ontem vi vários na pasta de novas aquisições.

Peguei um na área, Cidadania e Educação ou Educação e Cidadania, não lembro bem. O autor é Jaime Pinsky, e fui pesquisar sobre ele. Pelo menos na minha humilde pesquisa, pude ver que ele é bastante conceituado e escreve sobre cidadania, sociedade brasileira e educação para quem se interessar. Assim que começar a ler anuncio aqui. O outro livro que peguei foi de Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Viu como estou caprichando nas leituras? Bem, logo,logo conto mais sobre esses três livros que estão aqui na minha fila, olhando para mim todo dia. E eu é claro olhando para eles.


Bom final de semana a todos.


A próxima postagem será a retrospectiva de 2012


Rafaela Valverde

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A boa e velha educação dos brasileiros e soteropolitanos

Não entendo como funciona a cabeça das pessoas. Pensam como se existissem elas no mundo, só pode ser. Não olham para os lados e ao contrário do que costumam dizer, não estão nem aí para o seu semelhante, que está na mesma situação, em uma fila, esperando um ônibus, etc. Sempre queremos pisar uns nos outros sem nos importar com o fato de que independentemente de qualquer crença religiosa, o mundo gira, e o que é hoje pode não ser amanhã.  Hoje mesmo, estava em pé esperando um ônibus e fui empurrada deliberadamente. A idiota me viu e me empurrou simplesmente, por que ela queria passar de qualquer jeito e com certeza não sabe pedir licença, ninguém nunca ensinou a ela as palavrinhas mágicas: "por favor", "com licença", "obrigado", "desculpe", "bom dia, boa tarde, boa noite", etc. Não sei qual a dificuldade de dizer essas palavras, se papai e mamãe não ensinaram, tenta imitar as poucas pessoas que ainda utilizam essas palavrinhas e utiliza também. Fico indignada com tanta falta de educação, tanta falta de amor no coração, por que dar um empurrão em uma pessoa que está parada e não te viu, por que estava de costas, só pode ser falta de amor no coração. É ser muito miserável! A verdade mesmo que isso só vem aumentando  ao longo do tempo e vem se perpetuando para as novas gerações que já crescendo seguindo os "bonitos" passos dos pais e são mal- educados, "furadores" de fila, etc.  Exemplo disso são cenas que observo na rua, por que é só parar um pouco e observar os pais mandando as crianças cortarem a fila para entrar no ônibus e guardar lugar para eles sentarem e ver pessoas que ficaram horas em pé na fila, viajar de pé também por causa desses espertinhos. Vejo os pais e responsáveis fazendo das tripas coração para suas crianças e adolescentes não pagarem passagem nos mesmos ônibus em que entraram na frente de todo mundo. E ainda acham bonito, uma graça. Riem à toa! Eu acho o cúmulo da degradação dos valores morais e éticos, aqueles que são passados em casa, de pais para filhos e que escola nenhuma é capaz de oferecer. Mas as pessoas vão deixando passar e vai ficando por isso mesmo, então, um belo dia quando o menino enfim se rebela e parte para delitos mais graves fica se perguntando onde foi que errou. Errou na ausência de exemplo, errou em ter filhos, mesmo sem sequer ter se acabado de formar moralmente, errou em ter nascido e gerado um filho. Na verdade eu não sei o porquê de as pessoas andarem tão mal humoradas ultimamente. Te empurram, te batem, batem a bolsa em suas costas, não pedem desculpas e ainda te olham de cara feia. E você que fale alguma coisa! Acho que a cada dia estamos sendo possuídos e dominados por esse sistema opressor que faz com que acordemos para trabalhar, e voltemos para casa depois de um trânsito infernal, para comer mal e dormir pouco para voltarmos a trabalhar no dia seguinte para produzir bens de consumo e serviços que sustentam o capitalismo e toda a sua teia tão necessária para a nossa vida moderna e globalizada. A tendência é piorar, eu como sempre pessimista, digo. Pois se não há educação escolar, os valores se perderam, a ética não existe mais, então o que eu posso pensar?



Rafaela Valverde

Estarei sempre cercada de livros

Eu gosto de ter sempre livro à mão e me aproveitar o máximo possível deles. Gosto de ter pilhas e pilhas na minha mesa de trabalho, onde eu geralmente escrevo. Gosto de estar cercada de livros, por todos os lados, eles sempre foram os meus melhores companheiros e amigos nos muitos momentos de solidão da minha pré adolescência sem amigos. Agora cresci, tenho amigos maravilhosos e os livros continuam sempre comigo, me acompanhando onde quer que eu vá, pois sempre há um na minha bolsa. A maioria das pessoas não entende por que tenho que estar sempre com um livro na bolsa pesando e tomando espaço da bolsa. Me sinto pessoalmente aviltada quando ouço, como ouvi hoje alguém dizer que não gosta de ler. Não gostar de ler, é impossível, pelo menos para mim, com todo o meu amor pelos livros. Quero sempre olhar, pegar, ler e ter livros. Sempre frequente bibliotecas, desde as das escolas onde estudei (quando tinha) até a central da Bahia e a biblioteca móvel que vinha em um veículo toda quarta-feira no meu bairro. Que saudade desse tempo, em que lia, lia, lia... Passava madrugadas de insônia devorando livros. Agora não tenho mais insônia, ao contrário, até que eu queria ter um pouco para poder ler mais, por que estar cercada de livros, por todos os lados eu SEMPRE estarei. 




Rafaela Valverde

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12/12/2012 Que dia!

Hoje passei um grande susto. Cheguei na empresa uma hora antes do meu horário e tendo achado uma P.A (quem é ou já foi teleoperador, sabe do que se trata!) me dirigi à praça, uma área da empresa fresca e espaçosa. De repente comecei a sentir meu estômago embrulhar e logo atribuí à comida baiana que havia comido no almoço. Saí correndo e fui para o banheiro da empresa, onde comecei a saga dos vômitos. Sei que não  é agradável falar de vômitos, mas tenho que falar o que aconteceu comigo hoje. Me levantei e me dirigi a minha supervisora que logo comunicou o fato aos bombeiros da própria empresa, um deles veio me buscar mas como era horário de almoço, não tinha médico no ambulatório. Voltei e me sentei. Quando  deu a hora de eu estar na minha P.A trabalhando, tentei me dirigir à operação, mas fui impedida mais uma vez por  mais uma ida ao banheiro para vomitar. Dessa vez saí amparada por uma funcionária da limpeza e uma outra operadora que se abdicou de um tempo da sua pausa para me socorrer, me levando novamente até minha supervisora, que enfim pôde dar a autorização para me levarem ao ambulatório, onde mediram minha pressão, me deram um comprimido, acho que para parar de vomitar, mas que eu também coloquei para fora. Nesse momento vi várias pessoas ao meu redor, me colocaram na maca deitada tomando soro e um remédio que puseram na veia com uma seringa enorme. Cochilei, me acalmei um pouco pois estava muito nervosa também, e fiquei lá por umas duas horas. Depois, vim para casa. Foi um susto grande e eu achei que ia vomitar o dia todo. Ainda estou com uma terrível dor de cabeça, mas a dor no estômago e as náuseas passaram e agora vou ficar bem melhor. 




Rafaela Valverde

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Apesar de tudo reconheço que ainda preciso melhorar

Estar fria e calma diante de determinadas situações é muito difícil para mim, apesar de já ter melhorado muito meu auto-controle ainda me deixo levar sem ao menos perceber. Quando vejo já estou chorando ou gritando ou falando descontroladamente. E o pior é que sempre acho pessoas para me criticarem nesse momento, como se não bastasse toda a situação! Não sou e nunca serei sangue frio, a ponto de encarar com calma, coisas que me indignam profundamente. Nunca ficarei alheia ao que está acontecendo ao meu redor a ponto de ficar impassível e sem reação diante de coisas absurdas a que somos submetidos. Minha reação é essa e sempre vai ser. Não peço que ninguém me acuda, resolvo minhas coisas sozinha. Mas também não admito críticas nesse meu momento de exasperação, onde fico desesperada mesmo e ninguém tem nada a ver com isso. Não admito ser maltratada e passar por humilhações, seja lá onde for. Nenhum ser humano merece passar por isso, pelo menos em minha visão das coisas, e pelo menos quem é ser humano mesmo. E nenhum ser humano tem o direito de fazer o outro se sentir dispensável, o pior dos lixos e totalmente insignificante. Isso realmente eu nunca admitirei. Jamais admitirei que pisem em mim, custe o que custar!



Rafaela Valverde

domingo, 9 de dezembro de 2012

O fim da meritocracia

Não entendo como funciona a meritocracia em nosso país de uma forma geral, isso por que já passei por isso outras vezes e por que não quero falar apenas da empresa que trabalho agora, então é por isso que escrevo generalizando como o país todo. Mas isso deve ser realmente restringido ao nosso ambiente de trabalho, pois acredito que não sou e nem fui a única a me sentir assim em algum momento da vida. Observo pessoas faltosas, com mau comportamento, mau colocadas nos rankings gerais da empresa, que atrasam em seus horários e não fazem o que é a sua obrigação corretamente e no entanto estão mudando de horário, pegando horários bons, pela manhã, com perfil de um outro atendimento melhor, enquanto eu que tive um progresso significativo em meus resultados ainda continuo no horário da tarde, chegando em casa às 21:00 e com perfil de atendimento simples. Não dá para entender. Não existe meritocracia, e a conclusão que chego é que quem trabalha certo não recebe nada em troca. Concluo que quem mangueia é quem está certo e quem se dá bem. E isso vai revoltando a gente de uma forma, pois trabalhamos bem e não obtemos reconhecimento. Aquela máxima se encaixa: O mundo é dos espertos. Pronto, só queria desabafar. Agora vou tentar me tranquilizar um pouco, já pus para fora minha insatisfação.



Rafaela Valverde

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mudar a alimentação é essencial.

Estou no maior pique na academia. Hoje fiz uma aula coletiva, um pouco de bicicleta e depois treinei as pernas. A alimentação que é um dos fatores principais nesse meu mais novo objetivo também já passou por uma mudança drástica. Controlo o que como e a quantidade do que como durante a semana e no final de semana me dou ao luxo de comer umas besteiras. Mas só aos fins de semana mesmo. Cortei pão à noite, estou comendo quantidades menores, mais saladas e frutas, pão integral, leite desnatado, menos sal, feijão leve, etc. Refrigerante está praticamente abolido, só mesmo de vez em quando aos finais de semana, pelo menos não com a frequência de antes, que todo dia tomava coca -cola. Os doces foram quase  dedicados também apenas aos finais de semana, e os chicletes minhas paixões, foram trocados pelas versões sem açúcar. Enfim, diminuí também a fritura, agora é tudo assado, cozido ou grelhado, (chique!). Sempre gostei de frutas e sucos, portanto para mim, isso não é nenhum sacrifício. E realmente estou me sentindo mais leve, mais saudável, mais disposta, menos cansada, etc. Está sendo muito bom, essa mudança na minha saúde, na minha vida, e eu recomendo que as pessoas pratiquem atividades físicas, sejam lá qual for, as que lhes fizerem bem. Eu estou muito bem em meu novo estilo de vida e creio que isso me ajude na minha rotina que em breve será de novo me dividir entre trabalho, estudo, casa, e eu mesma.


Rafaela Valverde

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cinquenta tons de cinza e Até que a sorte nos separe

Entrei na onda dos livros comerciais e comprei no sábado o livro Cinquenta Tons de Cinza. Por enquanto estou curtindo e quis mesmo matar a curiosidade. Não consegui ler mais uma vez o livro Macunaíma, pela segunda vez. Vou falar aqui as minhas impressões conforme for lendo. Mudando um pouco de assunto, no sábado eu vi o filme até que a sorte nos separe. Um boa comédia. Divertida e engraçada, com poucos e sólidos atores, ao contrário da maioria dos filmes brasileiros que em geral tem um monte de subcelebridades dependuradas no elenco principal e comerciais desnecessários. O filme tem uma boa história e eu gostei. Dá para se divertir vendo ele.

Bem por hoje é isso.


Rafaela Valverde

sábado, 1 de dezembro de 2012

Viver é isso

Não suporto fazer planos, tentar fazer algo e não conseguir. Hoje estou assim, tinha planejado um dia completamente diferente e mais uma vez as obrigações domésticas me prendem em casa. Fui ao mercado, lavei roupa, mas a comida atrasou por que o gás acabou e tive que esperar. Agora é que vou começar a preparar o que falta da comida. Bem, na verdade essa é graça da vida. Não saber o que esperar, mudar de ideia e de planejamento a todo o momento, é isso que é viver. Ter certeza apenas das incertezas e de que a morte um dia virá, é viver. Mas mesmo tendo essa consciência, não me nego o direito de me frustar quando deixo de fazer algo que vinha planejando há dias. É frustrante, é chato, é horrível, mas é viver e temos que desenvolver nossa maturidade a ponto de conseguir entender isso. E assim vamos levando, adiando o que era para ser feito e dando importância ao que nesse momento se torna mais importante e urgente para se fazer. 

Primeiro de dezembro, já? Em breve farei uma retrospectiva de 2012.


Rafaela Valverde


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