sábado, 29 de setembro de 2012

Me lamentando

Eu preciso de um emprego. Já me convenci de que realmente não consigo ficar só estudando. Preciso sim ter um trabalho, um emprego direitinho, sabe, com todos os direitos, plano de saúde, horários a cumprir, etc. É a terceira vez que passo por essa angústia e essa busca desesperada e ainda assim depois desperdiço minha oportunidade e sempre saio do emprego e acabo voltando a mesma situação. 

Sempre fui uma pessoa que começava a fazer alguma coisa e logo perdia o interesse. Acabava abandonando as coisas, seja lá o que fosse. Hoje eu estou abandonando a faculdade e hoje eu sei também o quanto errei e fui imatura ao levar esse defeito para os meus empregos. Mas nada melhor do que a experiência, o que só adquirimos com os erros.

Agora eu vejo o quanto é difícil arranjar emprego e que aquela velha frase tão repetida por minha mãe:
"Ruim com ele, pior sem ele", realmente faz sentido. Ando me sentindo muito mal por causa dessas coisas que vão se acumulando e vão me perturbando cada vez mais. Me sinto angustiada e frustrada com minhas próprias atitudes.

Sinto- me arrependida de ter jogado para cima tantos empregos e agora que preciso tanto, não arranjo nenhum. Nenhuma das seleções que fiz desde o mês de julho deu certo, até as de estágio que costumam ser mais "fáceis" não deram certo. E eu fico tentando entender o porquê.

Um dia eu consiga, mas por enquanto vou ficando com meu ânimo lá em baixo mesmo, pois é assim que estou com vontade de ficar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O desânimo estampado na minha cara

Imagem do Facebook
Quero saber o porquê de tanto desânimo, de tanta incerteza, tanta frustração, tanto desgosto e tanta falta de prazer em viver a vida? Não sei. Só sei que estou sentindo. Um gosto amargo na boca, uma fadiga eterna para tudo, uma falta de vontade de seguir em frente e uma vontade constante de desistir.

Não sinto mais alegria em estar aqui na UNEB, nesse curso que faço. Uma hora quero uma coisa, outra quero outra coisa. Isso se reflete no meu modo de andar, na minha voz e nas minhas atitudes. 

O meu desânimo está visível no meu semblante na minha coragem de viver que eu deixo bem à mostra para quem quiser ver. 

Tento inovar, mas não está dando certo. As minhas tentativas de não largar tudo pela metade, não deram certo. Foram por água abaixo.

Tenho mesmo é que obedecer meu coração e a minha vontade e realmente deixar de fazer o que não está me deixando feliz.


Rafaela Valverde

A hora do almoço

Vem chegando a hora do almoço e com ela aquele soninho, aquela velha vontade de não fazer nada. Será que a vida se resume a isso? Em que ela se resume? O que é a vida? O que é a hora do almoço? O que é não fazer nada? Por que esse sono terrível depois do almoço? Por que esse sono terrível a qualquer hora do dia? Não almocei ainda e é por isso que estou aqui no blog escrevendo, por que depois que eu almoçar só me dá vontade de dormir. E se eu dormir de tarde eu não durmo de noite. O que fazer com essas coisas da vida que só acontecem com uma vida imperfeita como a minha, como a nossa? Por que quando eu faço a minha refeição noturna que nunca é jantar e nunca é café por que eu não posso tomar café a noite, eu não sinto esse sono que sinto depois desse bendito almoço?!? De noite eu como para ficar acordada e de tarde eu almoço para dormir? Como assim? Que almoço é esse? Já estou começando a me irritar com esse maldito! Ele me mata a fome, mas também mata o meu dia, já que depois dele não sirvo mais para nada. Antes eu tomava café depois do almoço, para despertar e afugentar um pouco do sono, mas agora parece que o danado do café relaxou e não tira mais meu sono! Nem efeito placebo funciona mais em mim, o que me leva a acreditar que o problema está em mim, no meu corpo, no meu desânimo e não no almoço!

Rafaela Valverde

Alguém chega no horário?

Ontem fui fazer outra seleção e na quarta - feira fiz uma também. Considerando o trânsito caótico de nossa cidade e considerando que eu sou muito chata com horário, mas muito chata mesmo. A pontualidade é uma das minhas principais qualidades, estão eu saio de casa bem cedo para sempre chegar no horário, principalmente em seleções de emprego, onde um atraso pode acabar com as suas chances. Pois bem, estamos, nós candidatos lá plantados, chegando até uma hora antes do horário e as seleções nunca começam na hora marcada. Creio que isso é uma falta de respeito com o candidato que ali está pleiteando as vagas. Uma seleção marcada para as 16:00 horas começou com quarenta minutos de atraso nessa eu cheguei lá às 14:40. Pense no chá de cadeira!

A de ontem estava marcada para as 13:00 e começou às  13:50. Isso na verdade é um teste para ver se você é paciente e resistente. Nem eu que já fiz muitas seleções, mas muitas mesmo, consigo me acostumar com isso. Considero sim uma falta de respeito e demonstra a falta de comprometimento da empresa com o seu futuro funcionário. Se não ia ter alguém para realizar a seleção no horário, então por que agendar naquele horário? Não somos cachorros que devem ser ignorados e ainda aplaudir atitudes como essa. Fico indignada quando acontece isso comigo. Ontem saí sem almoçar já que a seleção foi às 13:00 e eu havia acordado tarde, tomei apenas café da manhã e saí. Cheguei em casa seis horas e foi a hora que almocei.

Não estou querendo falar de uma ou outra empresa específica, até por que a de ontem eu gostei muito e até gostaria de ser aprovada e até achei que fui bem. O que quero chamar a atenção de quem está lendo (e como sempre faço) é sobre a atitude que é recorrente nessas situações. Isso sempre acontece. Em raras ocasiões eu fui a uma seleção, ou entrevista que tenha começado no horário.

Pontualidade para mim é uma grande virtude e não abro mão dela, seja lá de que lado for.

Rafaela Valverde

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Desabafo - Para bom entendedor, meia palavra basta!

Departamento de Educação à noite
Eu só consigo ficar indignada e boquiaberta dentro dessa universidade. Já cansei de  falar sobre as coisas que passo aqui dentro e de um tempo para cá até que venho diminuindo essas denúncias. Não adianta. Cansei de lutar à toa. Essa morosidade e má vontade nunca deixarão de existir em nosso país, especialmente em nossos órgãos públicos e seu funcionalismo, que na maioria dos casos não devem e nem podem ser chamado de servidores públicos, por que servir é o que menos fazem. E ainda fazem questão de esfregar em nossas caras aquele papel onde diz que desacato ao funcionário público é crime. etc, etc,. Ai como tenho ódio disso, ódio mortal mesmo.

No final do semestre passado encontrei uma aluna que profetizou que eu teria problemas em todos os estágios, do I ao IV. Não dei muito crédito e agora estou constatando que é verdade. No semestre passado tranquei a disciplina estágio supervisionado I por diversos problemas, inclusive a troca de três professores e agora estou pegando a mesma matéria de novo e com vinte dias de aula, já estou tendo problemas novamente. Já mudaram a professora sem nenhuma explicação prévia  e como não temos ainda autorização da secult para irmos às escolas e a grande maioria já está na quarta unidade, já acabando o ano letivo e estamos em seguro de vida, não acredito que tenhamos mais do que umas poucas visitas às escolas e nada mais. Nada que dê para formular algum tipo de reflexão mais sólida acerca dos temas e problemas escolares. Ou seja, formação meia boca. Me recuso terminantemente a compactuar com isso.

Vou na secretaria acadêmica hoje e encontro duas funcionárias sentadas na frente do computador, trabalhando demais com certeza, não é? Perguntei se o prazo de trancamento parcial, que é o trancamento de algumas disciplinas, já havia passado e a funcionária disse que sim e que havia acabado desde a sexta-feira. Eu perguntei como não tinha havido nenhuma divulgação, e que eu não tinha visto nenhum aviso no mural e ela me disse que estava divulgado no calendário, no que eu questionei novamente onde estava esse calendário e ela falou que estava no site. O que? Como assim? Quem vai ficar olhando o site toda hora? E olhe que eu olho o site,mas não me liguei em olhar o calendário. Tem que estar divulgado nos murais do departamento. Mas não. Está tudo errado no DEDC -I e eu não aguento mais! Isso é um desabafo mesmo, bem nesse estilo.

Uma desorganização absoluta naquele departamento de educação e eu estou me sentindo cada vez mais desmotivada em estudar lá. Há um ano mais ou menos já estou me sentindo assim, mas de junho pra cá isso só piorou desde que eu descobri que quero ser jornalista. As coisas que vem acontecendo ao longo do tempo, a cada semestre. Sai semestre, entra semestre e as coisas continuam da mesma forma, é difícil de acreditar. A arbitrariedade dos professores é o cúmulo e absurda e não dá para suportar isso muito tempo. CANSEI DO DEDC- I!

Quem quiser que fique lá e continue aguentando os sofrimentos que passamos ali dentro, por que eu estou fora. Para bom entendedor, meia palavra basta!


Rafaela Valverde


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Os paradigmas da alfabetização, suas concepções e métodos - PARTE III

O paradigma do letramento vindo em seguida confirma a necessidade de uma nova visão diante dos usos da leitura e da escrita. Assim é garantida a ideia de que apenas saber ler e escrever não eram suficientes para a sociedade daquele momento, já que o letramento é justamente o domínio das práticas sociais de leitura e escrita.
Esse paradigma tem como base teórica o sociointeracionismo que visa justamente a formação de leitores e produtores de textos competentes, que saibam desenvolver essas ações no trabalho, e no seu cotidiano em geral.
Sendo assim observa-se o uso constante de textos no processo de ensino, onde pode- se trabalhar com a leitura e produção dos mesmos, sendo eles textos usados em sociedade, com diversos gêneros e tipos, o que acaba por ampliar o repertório do alfabetizando. Porém devo ressaltar mais uma vez que a apropriação do sistema de escrita não deve ser deixado de lado. A alfabetização possui suas características específicas que também são importantes para o domínio da leitura.
Por último, porém não menos importante temos o paradigma do alfabetizar letrando que traz a ideia do letramento ainda mais ampliada, trazendo como obrigação da escola essa inserção das crianças nas práticas da cultura escrita, o que diminuiria a desigualdade social, portanto surge a necessidade de proporcionar a aquisição do sistema de alfabético e ortográfico simultaneamente com as práticas sociais de leitura e escrita.
Como já sabemos a alfabetização ocorre com a aquisição do sistema de escrita e leitura e a criança estabelece relações grafo-fônica, decodifica símbolos e escreve ortograficamente, condizente com a norma padrão da língua. O letramento acontece com o exercício das práticas sociais de leitura e escrita e se apropria dos diversos gêneros textuais existentes em nosso cotidiano. Para tanto defendo o uso de textos desde o início da alfabetização para que as crianças tenham acesso ao máximo possível de quantidade e tipos de textos.
De acordo com texto 4 da Secretaria Municipal de Educação e cultura de Salvador em parceria com a CENAP (Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico) página 1,

É preciso ‘alfabetizar letrando’, garantindo desde o início do processo de alfabetização a participação dos/as alfabetizandos em práticas de leitura e produção de textos reais e significativos. É preciso que eles conheçam variações de tipos de textos para que aprendam a identificar suas formas e funções. Para tanto, deve-se dar oportunidade a estes sujeitos a interação com uma grande variedade de escritos sociais, de textos impressos e orais.


Tendo apresentado esses paradigmas e alguns já tendo sido ultrapassados e estando em voga atualmente o paradigma do alfabetizar letrando, aponto novamente para a necessidade de as escolas e os professores se prepararem para tanto, já que não se trata de uma tarefa tão fácil assim. Concluindo minhas leituras entendo que não há método melhor ou pior, há sim uma necessidade social para cada momento histórico e que o método utilizado varia de acordo com a necessidade desse momento, o mesmo método foi eficiente dentro das demandas de cada época vivida. Porém o que se exige hoje em dia é uma educação ampla baseada nas demandas sociais de nosso tempo,  o que reforça a necessidade de cada vez mais alfabetizar letrando com o intuito de formar cidadãos plenos e leitores conscientes.

Os paradigmas da alfabetização, suas concepções e métodos - PARTE II


As cartilhas traziam esses conteúdos de uma forma que era considerada a ideal para o momento histórico e político em que elas eram utilizadas, naquele momento elas bastavam e faziam sim um bom trabalho ao alfabetizar, tendo em vista que eu e a maioria das pessoas que conheço fomos alfabetizadas por elas, porém entendo que as cartilhas não possibilitam práticas e incentivo a leitura de maneira contextualizada e prazerosa. Hoje essas cartilhas não dão mais conta da demanda educacional atual Acerca disso trago Cagliari (1988, p. 25 e 26) que diz:

As cartilhas são muito restritivas, trabalham com palavras-chave e sílabas-geradoras, quando o mundo da linguagem é imenso e diversificado: há textos de todos os tipos, como se pode notar simplesmente lendo um jornal. A linguagem não se reduz a lista de palavras; nem a gramática, ao uso ortográfico da escrita.


Sendo assim, imagino que a partir da variedade de texto, com diferentes tipos e gêneros sejam mais adequados hoje em dia para a alfabetização até por conta dos novos paradigmas alcançados ao longo do tempo, o que retornaremos mais adiante. Retomando o paradigma dos métodos sintéticos, ressaltarei agora algumas qualidades e defeitos desse paradigma.
Os métodos sintéticos possibilitam o trabalho com a relação entre grafemas e fonemas e assim auxiliam no desenvolvimento da consciência fonológica. Em contrapartida eles tratam a escrita, seus  usos e funções sociais de maneira descontextualizada, destacando apenas aspectos artificiais destas; além disso mecanizam a leitura, pois os alunos aprendem a decodificar sem compreender o que estão lendo e por fim não trabalham muito bem as relações complexas existentes entre a escrita e a fala.
Os métodos analíticos nascem em oposição aos anteriores e partem da análise do todo para as partes, através da decomposição. Sendo assim pode-se iniciar com um texto e finalizar com as letras. Subdividem-se em palavração, ideográfico, de sentenciação, entre outros. Os métodos analíticos de palavração como o próprio nome já diz, tem como ponto de partida a palavra, onde inicialmente há uma palavra chave que será detalhadamente analisada; o ideográfico traz uma motivação através de imagens, desenhos, histórias, etc., e também traz uma palavra a ser inicialmente trabalhada. A sentenciação, outra subdivisão dos métodos analíticos tem como ponto de partida a frase e através dela parte para as palavras, sílabas e fonemas.
Os métodos analíticos apesar de trazerem certo sentido à leitura ainda trabalham isolando frases e palavras, não trazendo frequentemente textos; assim como os métodos sintéticos apresentam repetições, artificialidade e uso frequente da memorização e não da compreensão do sentido do que se lê.
Em alguns casos os dois métodos podem ser usados de forma simultânea, porém ainda assim os resultados não se mostram mais satisfatórios, trazendo, portanto as dificuldades apresentadas anteriormente, ao aprendizado do alfabetizando.
Partindo para o paradigma construtivista, que não apresenta métodos de ensino e sim concepções e só é nomeado assim no Brasil, percebo então que a partir da década de 80, que foi quando essa concepção ganhou destaque, os métodos sintéticos e analíticos são rejeitados e assim inicia-se a ênfase na Psicogênese da Língua Escrita de Emília Ferreiro e Ana Teberosky baseada nas ideias de Piaget.
Agora o ideal é entender como o alfabetizando aprende e ele o sujeito da sua própria aprendizagem, sendo o professor o mediador das construções dos alunos, o sujeito reflete e estabelece relações compreendendo e transformando as informações dadas pelo professor, construindo sua alfabetização a partir do que ele já sabe; o educando constrói hipóteses. A concepção traz a contribuição de que ler e escrever é a compreensão do funcionamento e o seu uso na sociedade e não apenas codificar símbolos
Assim como todos, esse paradigma possui vantagens e desvantagens se é que se pode dizer assim. Quando deixam de focar no “como ensinar” e passa a olhar para o alfabetizando como construtor do conhecimento valorizando suas particularidades passa para uma visão construtivista da aprendizagem que a possibilita a sua ampliação e não apenas uma aprendizagem mecanizada. No entanto, justamente por focar muito nesse lado psicológico da aprendizagem, pode pecar um pouco na aquisição do sistema alfabético - ortográfico.

Imagem do Facebook


sábado, 22 de setembro de 2012

Os paradigmas da alfabetização, suas concepções e métodos - PARTE I


Ao longo do tempo, da evolução da humanidade e de seus conhecimentos, diversos paradigmas nortearam as concepções da alfabetização. Dentro desses paradigmas existem concepções de ensino, que já caíram por terra ou foram se adaptando as demandas sociais. Os métodos e a maneira de alfabetizar mudam de acordo com cada mudança paradigmática. Assim, temos o paradigma dos métodos, o paradigma construtivista, o paradigma do letramento e o paradigma do alfabetizar-letrando.
A alfabetização no paradigma dos métodos se baseava essencialmente em ensinar e aprender o sistema alfabético, ou seja, o mais importante era saber decodificar as letras, transformando-as em sons.
Considerando certas observações, leituras realizadas e a própria forma com que fui alfabetizada, ouso afirmar que esse método ainda está fortemente presente em nossas escolas. Os métodos a que se refere o paradigma são os métodos analíticos e sintéticos que se baseiam no empirismo, e onde o aluno a ser alfabetizado é considerado alguém sem conhecimento sobre a sua língua, sem saberes prévios e que deve ser preenchido com todos os conhecimentos do professor que é quem sabe tudo. Enfim, são os chamados métodos do ensino tradicional que trazem todas as formas de ensino que já conhecemos.
Os métodos sintéticos parte basicamente sempre das partes para o todo, ou seja, das letras, passando pelas sílabas, palavras, frases, até chegar a um texto. Assim os alfabetizandos são incentivados a repetir e a memorizar letras, palavras e frases soltas, em alguns casos, podendo até causar o desinteresse pela leitura por parte do alfabetizando que vai entender a leitura como mecânica e chata que não conversa em nada com seu cotidiano e suas subjetividades.
Esses métodos sintéticos ainda são subdivididos em: método de soletração, método fônico e método silábico. O primeiro tem como ponto de partida as letras e ensinam-se primeiro os nomes das letras e suas formas separadamente. Em seguida há a ligação entre as vogais e consoantes, depois as sílabas são trabalhadas e assim por diante. A segunda subdivisão traz o método fônico que trabalha detalhadamente os fonemas e a última subdivisão é o método silábico que tem como ponto de partida a sílaba, sempre de maneira repetitiva e mecânica. Em nosso país o método silábico ainda é o mais usado.

Eu e o meu cabelo: a relação mudou.

Cortei o cabelo baixinho, na altura dos cachos como vocês já sabem, por que eu contei aqui. As pessoas que ainda não sabem, me vêem com um olhar de estranhamento e devem se fazer milhares de perguntas. Ainda não fizeram para mim, por que eu terei o prazer de responder que cortei POR QUE EU QUIS. Isso já não basta? Tem que ter um motivo específico? Tenho que estar fazendo quimioterapia ou ter tido um corte químico com direito a queda, para tomar essa decisão? Não, eu apenas quis cortar! Para tirar de vez a química, cortar o mal pela raiz. E estou me sentindo muito bem, muito feliz e liberta! Isso não tem preço. Nenhum comentário e olhar vai tirar essa alegria de mim, de ter feito logo isso. Era para ter feito a muito tempo, mas enfim tomei coragem e cá estou eu, com as madeixas curtas e naturais. Olho os meus cachos e me pergunto como pude renegá- los a vida toda. E a liberdade que conquistei. Nada de chapinha todo final de semana, nada de ficar correndo da chuva. LIBERDADE! Essa é a nova eu.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Características principais dos modelos pedagógicos e epistemológicos de Fernando Becker


- Características da Pedagogia diretiva e sua epistemologia empírica:

O conhecimento pode ser transmitido, através do meio ambiente, família, percepções, e pelo professor. Ele possui todo o conhecimento e deve passar para o aluno que deve permanecer em silêncio, sentado e disciplinado; o aluno é visto como tábula rasa, folha em branco; o professor é quem deve ensinar tudo e o aluno só aprende se o professor ensina, portanto para aprender o aluno deve prestar atenção e  repetir quantas vezes for necessário; autoritarismo, coação, subserviência, morte da crítica, da criatividade, da curiosidade, nada de novo pode acontecer; o professor jamais aprenderá e o aluno jamais ensinará.

- Características da Pedagogia não-diretiva e sua epistemologia apriorística:

O professor é um auxiliar do aluno, um facilitador; o aluno já traz um saber, ele precisa apenas trazer à consciência, e organizar esse saber. O professor deve interferir o mínimo possível; Laissez-faire “deixar fazer” que ele encontrará seu caminho; o aluno aprende por si mesmo, ele pode no máximo auxiliar a aprendizagem do aluno; bagagem hereditária; a interferência do meio-físico ou social deve ser reduzida ao mínimo; a aprendizagem se julga autossuficiente e o ensino é proibido de interferir.

- Característica da Pedagogia Relacional e sua epistemologia relacional

Exploração e questionamentos sobre o conhecimento através de materiais utilizados pelo professor; o aluno representa de alguma forma os materiais apresentados de acordo, esses materiais devem ser significantes para os alunos; o aluno só aprende se ele agir e problematizar sua ação; o aluno age sobre o material apresentado (assimilação) e em seguida reage para esse mesmo material (acomodação); o professor não acredita no ensino tradicional, pois não acredita em mera transmissão de conteúdos; não acredita que o aluno é uma tábula rasa; ele não é ignorante diante de novos conhecimentos; tudo que o aluno construiu até hoje em sua vida serve de patamar para um novo conhecimento; aprendizagem é construção, ação e tomada de consciência; o professor tem um saber construído.

De onde vem a calma - Los Hermanos


De onde vem a calma daquele cara?
Ele não sabe ser melhor, viu?
Como não entende de ser valente?
Ele não sabe ser mais viril
Ele não sabe não, viu?
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito?
Que esse rapaz consegue fingir
Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um sorriso


O que é um sorriso? O que e quanto vale um sorriso? Vale alguma coisa? Custa alguma coisa? Então por que então difícil as pessoas oferecerem, se é de graça? Como é espontâneo, pelo menos para mim. Vejo alguém com quem simpatizo e logo abro meu bocão para oferecer lhe um sorriso enorme. É uma coisa que vem automaticamente e cumprimento as pessoas sempre com um sorriso. Não espero que ele venha de volta, da outra pessoa, mas sempre ofereço um sorriso, às vezes meio tímido, outrora mais expansivo mesmo, depende da pessoa e do dia. Sempre digo que não custa nada dar um sorriso e que em certos momentos, certas pessoas merecem um sorriso nosso.


Rafaela Valverde

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Acabei de ler o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas e devo dizer e confirmar mais uma vez a   genialidade de Machado de Assis. Gostei muito do livro por causa da acidez, do pessimismo e do realismo propriamente dito com qual ele escreve. Cabe ressaltar que Machado de Assis - segundo o que me lembro da escola- foi um dos precursores do movimento oposto ao romantismo que foi efetivamente o realismo.
O brilhantismo desse livro me encantou, assim como Dom Casmurro, a ponto de eu ficar lendo de pé no ônibus, pode? Gosto muito dos outros textos que ele traz no texto dele e prova que ele era muito inteligente de verdade, conhecedor de muitas outras obras literárias mundiais. E olhe que no século XIX, em que ele viveu era tudo um pouco precário.

Ele critica as elites brasileiras do Rio de Janeiro e seus falsos moralismos. Critica também a igreja e a religião. Critica duramente inclusive. A acidez de seus textos me encantou. Machado foi criador e primeiro imortal da Academia Brasileira de Letras.


Rafaela Valverde

Notinha de encaixe...

As coisas parecem que vão começar a se encaixar aos poucos, assim eu prevejo. Não sei por que demorou tanto para que minha vida de aprumasse de novo. Os dias passam rapidamente e no entanto os meses se arrastam. Esperamos tal mês para acontecer tal coisa e o mês ou os meses anteriores a esse demoram um tempão para acabar. Isso irrita! Mas parece que as coisas que eu queria que acontecessem estão acontecendo, tudo em seu devido tempo. Até a correria na faculdade para compensar o semestre passado que foi bem improdutivo, está demais. Vocês devem ter percebido que eu estava lendo três livros ao mesmo tempo e é assim que vai ser o semestre inteiro, pelo jeito. E isso para mim é ótimo, mantenho a minha cabeça ocupada. Agora é só esperar, me estabilizar me mudar e pagar as dívidas e ainda tem a árdua tarefa de me formar!

Rafaela Valverde

Cortei a química toda do cabelo e deixei apenas os cachinhos






As pessoas falam muito, criticam muito mas eu entendi definitivamente que não devo nada a ninguém e nem dependo de ninguém para nada. Faço o que quero e o que eu queria era isso. Pronto!


Rafaela Valverde

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Fim da química no cabelo. Processo árduo!

Não contei ainda a vocês sobre o processo de transição capilar que estou passando, mas hoje por conta de toda a angústia que tenho passado com esse cabelo, resolvi escrever. Estava desde março sem química então em junho eu decidi cortar na altura do pescoço, no estilo da novela Chocolate com pimenta, em linha reta. Mas não estava satisfeita, continuava escrava da chapinha e queria mesmo era cortar, mas cadê a coragem? Cheguei  a ir em uma cabeleireira que se recusou a cortar joãozinho e me aconselhou a fazer um permanente, o que eu tolamente fiz em casa mesmo. Isso já foi no início do mês de agosto e é claro que não deu certo. O aspecto do cabelo ficou horrível, e no dia seguinte eu fui cortar novamente e a cabeleireira tirou uma parte da parte alisada com química, mas ainda está uma parte grande. E já estou me irritando com isso, estou com uma capacete enorme e só funciona se estiver molhado, não aguento mais! Não tenho dinheiro como vocês sabem para ir ao Beleza Natural por exemplo e nem fazer trança, que é gostoso, mas é trabalhoso. O fato é que estou super angustiada com esse cabelo horrível. Quero muito cortar toda a parte com química, mas confesso que ainda me falta um pouco de coragem, nunca corte assim e não sei como vou ficar depois. O que eu preciso é de coragem, eu sei.

Só queria compartilhar um pouco desse momento de química do meu cabelo, eu estou sofrendo, viu?

Depois conto mais novidades, estou correndo muito com os trabalhos da faculdade.

Rafaela Valverde

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Coisas da vida...


Estou cheia de coisas para fazer, mas estas não me impedem de vir aqui escrever.Tenho observado muitas coisas esses dias, coisas essas que me fazem novamente voltar a ideia de querer ir embora daqui o mais rápido possível. Ir embora dessa cidade. Não temos a mínima qualidade de vida e levamos duas horas para chegar em casa, mas não é sobre isso que quero falar não. Na verdade não sei do que eu vim falar, mas vamos descobrir.


Ontem tive mais uma reunião do PIBID, onde aprendemos um pouco de como manusear os instrumentos tecnológicos com os quais vamos trabalhar. Foi muito produtiva apesar do sono que estava sentindo, mas decidi dormir mais cedo, me espreguiçar ao levantar e assim que começar a receber a bolsa voltar a malhar. Preciso arrumar tempo para isso, pois é muito importante para a minha saúde. Me sentia muito melhor quando malhava, mais disposta, mais leve, menos cansada.

E assim pretendo reorganizar meu tempo para com disposição conseguir vencer essas sete disciplinas, mais o PIBID e mais uma coisa que surgiu aí, mas que ainda não vou contar. Deixe as coisas se ajeitarem definitivamente que eu conto. Enfim, estou atarefadíssima, mas bem que estava sentindo falta disso, pois o semestre anterior foi bem improdutivo e eu não suporto isso de verdade. Cheguei a té a ficar bem desmotivada como todo mundo já sabe. Mas esse semestre será diferente, não vou desistir de nehuma disciplina e vou me dedicar mesmo.

Por falar em disciplina, com essas pendências de disciplinas que tenho, eu acabo assistindo aula em quatro salas diferentes. Na minha própria turma que é o sexto semestre, na turma do quinto semestre, no quarto semestre matutino e no noturno e com isso acabo conhecendo e interagindo com muitas pessoas. Pessoas diferentes e estou gostando muito disso, já que eu era um "bicho do mato", tinha dificuldades de relacionamento e não gostava de conversar, além de ter quase amigos nenhum, mas com essa quantidade de gente que conheço a cada dia aqui com esses passeios de turma, não tem como não interagir, conversar, enfim a gama de relacionamentos se abre a cada dia, isso vem me deixando muito satisfeita.

Bem, é isso.


Rafaela Valverde

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lendo três livros ao mesmo tempo.

Como vocês podem ver em minhas últimas atualizações do blog, estou super atribulada com muitas leituras. Comecei a ler Brás Cubas e me encantei de primeira com a obra, Machado de Assis e seu brilhantismo realista jamais será superado. Pelo menos essa é a minha opinião. Em seguida surgiram mais dois provenientes da faculdade. Já estou acostumada a fazer isso, mas é sempre pesado, pois ainda tenho que conciliar com as leituras dos textos das faculdades e com os afazeres domésticos. Ah! E ainda tenho uma fila aqui com vários livros, mas vou atualizando aqui, ok?

Por incrível que pareça a longa viagem de ônibus que faço pela manhã para chegar à UNEB me ajuda bastante, pois vou lendo e até fichando alguns textos quando necessário. Algumas pessoas se admiram dessa habilidade, mas já estou acostumada. O livro de Machado de Assis eu tenho lido todo dentro do ônibus nesse percurso.

Tenho aprendido muitas coisas já nesse início de semestre com as disciplinas específicas que eu peguei como Referenciais Teórico- Metodológicos do Ensino das Ciências Naturais no Ensino Fundamental e R.T.M de Geografia. 

Antes tinha disciplinas mais abrangentes focadas nas áreas de metodologia, pesquisa, psicologia, gestão, etc., mas com a entrada dessas específicas abre  o leque ainda mais e direciona o sentido do curso.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A biblioteca dos Barris e o seu "incentivo" à leitura.


Na quinta feira passada fui à Biblioteca Pública da Bahia, conhecida como Biblioteca Central. Nem sei mais há quanto tempo frequento o setor de empréstimo, desse que é para mim o maior espaço cultural da cidade. Conta com teatro, onde já tive o prazer de estar vendo a peça Cuida bem de mim. Cinema representada pela sala Walter da Silveira, café, sessões diversas de pesquisa, auditórios e salas diversas onde fiz treinamentos quando participava do Mais Futuro.


Não sei se por conta do feriado, mas na quinta feira não fui bem atendida como de costume, na seção de empréstimo. Não fui atendida pelas solícitas funcionárias que eu conheço desde a época em que fazia ensino médio e sim por uma outra que se incomodou muito ao ter que consultar no sistema os vários livros que eu pedi e que não fazia a mínima questão de esconder a sua má vontade no rosto.

Pensei na hora: " Como incentivar a leitura desse jeito? Se isso aqui já anda vazio desse jeito mesmo tendo uma escola ao lado, então como é que fica com esse atendimento? Vai piorar..."

Fiquei muito mal com isso, pois vivo para incentivar a leitura. Faço isso há algum tempo e já tenho alguns projetos de oficinas de leituras na cabeça, ainda só não tive oportunidade. E como não afastar os jovens da leitura desse jeito? Eu se não tivesse o costume de ler desde sempre e tivesse começando minha jornada pela leitura agora eu com toda sinceridade não iria lá.

Primeiro por que não temos acesso as obras literárias, ao entrarmos nos deparamos com um balcão frio que nos afasta dos funcionários e das obras. O único contato que podemos ter com os livros, é através de uma estante que expõe os livros na entrada. Poucos, muito poucos exemplares. Mas até que dá para pegar, ler o final, as orelhas, sentir o cheiro, a textura e enfim decidir qual vamos levar ou não.

Isso quando temos essa oportunidade, por que às vezes ficam [uma funcionária] apressando a gente nesse momento tão mágico, perguntando: "Já escolheu?"

Isso é muito "brochante" , mas eu não me intimido não, continuo apreciando a companhia dos livros e só quando realmente decido qual levar é que levo. Não há incentivo à leitura desse jeito, eu só tenho o que lamentar, infelizmente pois nossas crianças não vão ser atraídas para lugares como esse.



Rafaela Valverde

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Serei presidente de mesa nas eleições

 Não sei se eu disse aqui,mas participarei novamente das eleições desse ano. Dessa vez, não como segunda mesária como há dois anos,mas como presidente. Não estou preparada para assumir uma responsabilidade dessa, mas o que eu posso fazer? Em 2010 nas eleições presidenciais, para governo do estado e deputados, eu fui mesária por opção, interessada é claro nos benefícios que teria, como horas extras para a faculdade para as Atividades Culturais que são necessárias para nossa formação, e por causa das seis folgas que eu ganhei. Mas esse ano fui atraída pelo cabresto mesmo, pela livre e espontânea pressão. Recebi uma carta em casa, quase uma intimação! O que sei é que serei obrigada a ir no dia sete de outubro bem cedinho iniciar a seção de votação e ficar lá até o final finalizando todos os processos da urna. Juro que torço para que não tenha segundo turno, não por questões políticas, mas por esse motivo, para não ter que voltar lá, um outro dia. Acho isso um horror, mas duvido que tivesse algum voluntário se não houvesse as convocações. 
Dia sete de outubro não esqueça da obrigação!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...