terça-feira, 1 de maio de 2012

Representação feminina no Google e no mercado de trabalho

Hoje é o dia do trabalho. Prefiro dizer que é o dia do trabalho, ao invés de dizer dia do trabalhador, já que que é uma palavra que remete ao trabalhador homem. Tá bom isso pode parecer um mero detalhe, besteira ou um radicalismo meu, mas são esses meros detalhes que nos prendem a um ranço de injustiça e discriminação a tudo que se refira ao mundo e as palavras femininas. Hoje é o aniversário do meu pai e também completa dezoito anos da morte de Ayrton Senna. Me lembro do fatídico dia em que ele morreu. 

Mas o que eu gostaria de falar hoje (apesar de saber que pouca gente reparou!), é sobre a trabalhadora do Google. É uma operária. Me lembrei da saudosa Griselda da novela Fina Estampa. Gostei muito de ver uma mulher representando a classe operária e a classe trabalhadora, já que em nossa sociedade masculina e patriarcal, é comum pensarmos que quem realmente deve trabalhar fora é o homem. Pensamos que essa ideia já não existe mais? Estamos errados! Por que vemos constantemente mulheres que se recusam a trabalha fora por que acham que não seja atribuição delas. E ficam em casa simplesmente sendo mães e donas de casa. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra a mulheres que não trabalham fora, ou ao fato delas não trabalharem. Mas essa relação deve ser estabelecida partindo da plena consciência feminina de que elas quer em ficar em casa cuidando dos filhos e não do que a sociedade impõe. A educação doméstica nesse caso também influencia muito. 

Sempre fui independente. Trabalho formalmente desde o dezesseis anos e sempre fui incentivada na minha casa, pelos meus pais a ir em busca dos meus objetivos para alcançar algo que eles não tinham alcançado. E sempre me imaginei tendo uma carreira, mesmo tendo a vida de casada que eu tenho hoje. Com marido e casa, sei perfeitamente que não quero ser amélia. Mas fico me perguntando se todas as mulheres que não saem para trabalhar entendem realmente sua própria consciência, seu próprio querer. Estou discutindo mesmo o direito de ter realmente a opção e não agir assim por ter certeza que quem tem que trabalhar é o homem. Mas vou deixar de confabular e vou parar de escrever textos enrolados e com ideias confusas. Mas a minha intensão é defender a igualdade de gêneros sempre!

O trabalho deve sim ser representada no mercado de trabalho e na classe operária. E não apenas como a dona de casa, de avental, mãe, esposa e amélia.

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