segunda-feira, 17 de junho de 2019

Vidanosa

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O que há de vir
É o que todos pensam que é bom
Nem sempre vai fluir
E nem vai melhorar o tom
Da vida que a gente leva
Que é pesada
E se e entreva
Oh vida fracassada!
Oh tempos sombrios!
Que a gente espera que um dia sejam macios
Para não dar em nossa cara com tanta força
Oh lamento insano
Que não leva a nada!
E ainda querem que a gente torça
Mas é apenas um engano
Uma vida estagnada
Que pensa que é alguma coisa
Diante daquilo que sabemos que não é
O que há de vir é incerto
E segura meu pé
Lança-me à uma suja pia de louça
E a um poço aberto

E lá me jogo pra nunca mais sair!




Rafaela Valverde


domingo, 16 de junho de 2019

Livro O Monte Cinco - Paulo Coelho


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Terminei de ler o livro O Monte Cinco de Paulo Coelho. Durante minha adolescência só li um livro de Paulo Coelho: Brida. Recentemente li Onze Minutos. Vocês podem lê aqui: Onze Minutos. Pois bem. Gostei muito de Onze Minutos e decidi ler mais. Troquei os livros no escambo de livros do Navegue no Bem e deixei na fila. Não conhecem o Navegue e o escambo de livros? Deixo o site deles aqui:Navegue no Bem. Eu inclusive escrevo neste site.

Pois bem, voltando a Paulo Coelho. Na adolescência tentei ler esse livro e O alquimista, e confesso que achei muito chatos e não consegui terminar. Não tinha paciência pra ler Paulo Coelho. Pois agora tenho me surpreendido e pensado como eu pude não ler antes. Mas sei que tudo tem o momento certo, sobretudo acerca do Monte Cinco. Como já conheço a história do profeta Elias, pois já li os livros de Reis, na bíblia. Ou seja, já conheço a fonte de Paulo, então ficou mais fácil e gostosa a leitura.

Então, no Monte Cinco, o profeta Elias está fugindo da princesa Jezabel, casada com o rei de Israel, Acabe. Ela pretende matar todos os profetas que se recusam a adorar o rei Baal e insistem em adorar o Senhor, Deus único. O período é século IX antes de Cristo e Deus ordena que Elias vá para Sarepta ou Akbar.  Esta cidade adora outros deuses e acredita que eles moram no alto do Monte Cinco. Ninguém pode subir lá no alto do monte para não ser castigado pelos deuses.

Elias fica hospedado na casa de uma viúva e a partir daí, a narrativa de Paulo nos leva a conhecer mais profundamente este homem de Deus e seu relacionamento com o Senhor. Em muitos momentos, Elias, por ser humano, confronta a vontade de Deus em meio às suas tragédias. Mas e quem é que não faz isso?

O livro vai nos trazendo muitas lições, através de uma narrativa brilhante, em terceira pessoa, com a presença de alguns textos bíblicos contextualizando a história. Olha, eu gostei muito do livro e em alguns momentos me emocionei de verdade lendo algumas mensagens do livro. Palavras que me tocaram e falaram comigo de diversas formas em situações que tenho vivido e também questionado a Deus nos últimos tempos.

Por alguns momentos Elias se derrama sobre suas tragédias e só pensa nelas. Ele acha que pecou e merece passar por aquilo. Mas a condução da narrativa acerca do direcionamento do Senhor me fez ter certeza de algumas coisas sobre Ele. Paulo é genial e agora consigo entender porque ele é lido no mundo inteiro e é tão traduzido pelo mundo afora.

Não sei porque a academia e algumas pessoas no Brasil têm tanto preconceito com Paulo. Eu mesma tinha esse preconceito, talvez influenciada por algo que nem sei o que é. Mas agora com certeza virou um dos meus autores preferidos. Recomendo a leitura de O Monte Cinco.


Rafaela Valverde

Homens medrosos

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Não sei porque ainda nesses tempos, alguns homens têm tanto medo das mulheres poderosas e independentes. Comigo sempre foi assim, desde a adolescência os homens fogem. Se afastam. Como se eu fosse um repelente de seres do sexo masculino. Sempre intimidei, mesmo sendo  tão carinhosa e amável e mesmo quando eu era novinha. Eu não vou deixar de ser que eu sou pra agradar ninguém, especialmente nessa altura da vida. Nem tem mais como. Sou uma mulher incrível e sei disso. Sou escritora, aspirante a intelectual, sou bem humorada e realmente feliz. Ora, não preciso de nada externo para ser feliz. Minha felicidade vem de mim mesma, de um esforço surreal que faço todos os dias para me sentir bem comigo mesma. Minha alegria também vem do meu Pai que está nos céus pois todo dia me prova que está comigo em qualquer circunstância. Eu não mais me sinto só. Por mais que esteja só de humanos. De homens. Os homens não suportam mulheres assim. Os homens querem mulheres fracas que eles possam comandar. Tendo em vista que hoje em dia sobraram poucas mulheres fracas, quase sempre ficamos solteiras. É muito difícil ver mulheres incríveis sozinhas e solitárias. Não falo só por mim não. Falo por mulheres incríveis que conheço que ainda não encontraram homens que as valorizassem. Não vou falar das que conheço que não gostam de homens. As que gostam de mulheres. Elas vão muito bem, obrigada. A questão é que a maioria dos homens que conheço e já conheci são uns bundões, covardes. Olha, infelizmente eu não tenho como falar isso de outra maneira. Além de covardia e bundanismo, têm algum desvio de caráter mesmo, não é possível. Além disso, são fúteis e volúveis, mudam de ideia toda hora e não têm maturidade. Sim, porque eu já passei inúmeras vezes pelos desmandos de homens que não sabem fazer nada a não ser mudar de ideia a cada instante. Agora eles gostam, amam. estão loucos, querem casar e no mês seguinte tudo acabou, não querem mais, não estão mais felizes... E pior: não têm coragem de falar. Em muitos casos nós temos que adivinhar que aquele lance, rolo, relacionamento faliu. Observem que não foi uma ou duas vezes que isso aconteceu comigo. Quase sempre foi assim. Em todos os meus relacionamentos e quase todos os rolos. A iniciativa de terminar sempre veio de mim porque me mostrava insatisfeita com a repentina falta de interesse dos "bonitos." Como é possível perceber eu estou de saco cheio disso e sei que existem poucos homens de verdade. Sendo assim, prefiro ficar sozinha do que me submeter a certas coisas. Coisas quais já me submeti no passado pelo simples fato de não querer ficar sozinha ou por gostar do homem que estava ali me massacrando. Ora, eu aprendi hoje a gostar de mim. Muito mais de mim. Em primeiro lugar de mim. Eu. Eu. Eu e eu. Depois, se der, o outro. Vai ver seja por isso que os homens têm tanto medo das mulheres poderosas e independentes. Por que a gente está começando a pensar na gente mesmo em primeiro lugar.





Rafaela Valverde

quarta-feira, 12 de junho de 2019

A solidão me faz mal e fugir da solidão me faz mal


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A solidão me faz mal. Tenho vivido em estado constante de solidão e isso me incomoda, me faz sofrer. Eu não suporto não ter ninguém com quem falar, sair ou dividir as pequenas coisas do dia a dia. E não estou falando só sobre relacionamentos não. O que estou falando aqui é sobre tudo. Moro sozinha  - de novo - há seis meses; tenho poucas amigas próximas e geralmente nosso contato se dá quase sempre - ultimamente - através das redes sociais. Tem dias que não converso com ninguém, a não ser pelo whatsapp ou instagram ou então tenho conversas profissionais ou com colegas de faculdade. Não tenho mais a quem dar boa noite quando chego em casa. E eu passo o dia fora de casa na maioria dos dias da semana. Mas não quero ficar me lamentando. Já me lamentei bastante aqui e isso deu até em um livro! O que quero dizer é que a solidão me faz mal. E todas as vezes que tento sair desse estado solitário em que me encontro, acontece algo que me faz mal. É para eu viver passivamente e aceitar a solidão? É isso? Não é pra eu fazer nada. Porque mais uma vez: a solidão me faz mal, mas fazer algo para afastar a solidão, tipo investir em alguém, nunca dá certo e acaba me fazendo mal também. Ou até mesmo coisas simples, como marcar para sair com uma amiga no final de semana e mesmo com tudo marcado e organizado, algo dá errado. E de repente ninguém consegue sair de casa. Cheguei a essa conclusão aqui em casa e falei várias vezes a frase: "a solidão me faz mal e fugir da solidão me faz mal..." Sigo sem saber o que fazer para lidar com essa situação. O fato é que sigo aqui solitária, mas tentando tirar o máximo de positivo disso. Arcando sozinha com as contas, com os problemas e com a vontade de chorar que já chega logo cedo em algumas manhãs. É isso.



Rafaela Valverde

Sapos que adoecem

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Eu sou uma pessoa normal. Um ser humano como qualquer outro. Tenho meus erros e acertos, qualidades e defeitos, mas se tem uma coisa que eu não sou é injusta. Sei reconhecer quando estou errada ou quando faço merda. Mas eu tenho que lidar com pessoas que não são assim. Essas pessoas acham que estão certas sempre, acham que só elas têm problema e uma vida corrida. Elas são únicas no mundo. Mais especiais, mais agraciadas, abençoadas e blindadas por Deus e ninguém é capaz de superá-las.

Confesso que não sei lidar com essa gente. Tenho meu próprio método de não lidar com pessoas assim. Na maioria das vezes é simplesmente ignorar, mas a gente não tem sangue de barata e uma hora a coisa acaba ficando tão séria, que a gente perde a paciência. Ultimamente não tenho me irritado muito com nada não. Eu tenho evitado ao máximo me irritar e entrar em conflitos, mas isso tem me deixado  adoecida. Parece que eu preciso engolir sapos, pregos e outros animais e ferragens para ser feliz e estar bem com as outras pessoas. Mas e eu? Alguém se importa se isso me causa algum mal?

Antigamente, quando eu era uma pessoa explosiva, não me sentia angustiada. Explodia ali  na hora e por mais que me sentisse culpada depois, ficava menos angustiada. Mas a cada coisa que engulo calada, parece que engulo um fel que me faz mal ao longo do dia e ao longo dos dias... Pois bem, eu sou uma pessoa normal como qualquer outra, um ser humano com sentimentos bons e às vezes nem sempre bons.

Qual a maior habilidade de quem consegue ignorar palavras e atos mordazes de outras pessoas? Se preservar. Ok! Mas a gente se preserva de uma coisa e se expõe à outras tão amargas quanto. Aí depois a gente fica pensando: "eu poderia ter falado isso" "eu poderia ter dado outra resposta". Mas a questão é que não falamos e a oportunidade já passou, não há mais o que fazer. Só ficamos lá com cara de bunda e com gosto amargo na boca. E assim vamos vivendo, levando, caminhando - ou não.

Eu queria que as outras pessoas não me atingissem tanto como ainda me atingem. E com vocês? É assim também?


Rafaela Valverde
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